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As juventudes na pandemia: desafios para a Pastoral Juvenil

Publicada em 19/03/2021

  • As juventudes na pandemia: desafios para a Pastoral Juvenil

pandemia tem lançado o mundo numa experiência de sofrimento sem fronteiras, crises generalizadas em todas as áreas; foram atingidos todos os povos, nações, instituições, religiões… ricos e pobres de todos os continentes!

A pandemia está impondo ao ser humano e, sobretudo aos jovens, a dolorosa experiência do distanciamento social, do isolamento para os doentes, da solidão, do medo, da incerteza, de prejuízos múltiplos… Fragilizou-se o sentido da vida, aumentou o adoecimento mental;

Estão sendo colocados em cheque as seguranças humanas, a política, a economia, as ciências e também o papel da religião e da Igreja;

Nesse tempo de sofrimento percebemos o aumento de movimentos de cunho fundamentalista, intimista, negacionista, tradicionalista;

Somos chamados REPENSAR E REDIMENSIONAR o dinamismo da Pastoral Juvenil. Somos chamados a dar a nossa contribuição do serviço pastoral para com os jovens. Qual pastoral juvenil podemos projetar e estimular?

> Uma Pastoral Juvenil aberta, solidária, ampla, capaz de estimular o repensamento das nossas práticas religiosas e pastorais; muitas vezes, encontramos práticas religiosas marcadas pelo intimismo vazio, como puro consolo psicológico sem estimular mudança;

> Uma Pastoral Juvenil capaz de reforçar a prática do amor fraterno, de alimentar os vínculos comunitários, o compromisso da Igreja;

> Uma Pastoral Juvenil que reforce a formação catequética e teológica dos jovens, que explore os meios que a tecnologia nos oferece atualmente;

> Uma Pastoral Juvenil capaz de estimular o aprofundamento dos valores do evangelho, a leitura orante, momentos de estudos e formação;

> Uma Pastoral Juvenil aberta, em saída, que vá ao encontro das mais variadas situações de periferias existenciais capaz de promover ações caritativas e redes de solidariedade;

> Uma Pastoral Juvenil missionária, capaz de aproveitar das atuais circunstâncias para evangelizar, avançar sem medo (mas com prudência), criando novas modalidades de serviços, novos grupos, experiências missionárias;

> Uma Pastoral Juvenil capaz de estimular projetos de economia solidária na perspectiva do Papa Francisco e educar para a cidadania;

> Uma Pastoral Juvenil capaz de explorar da melhor maneira possível os atuais meios de comunicação que temos (sobretudo usufruindo da modalidade virtual);

> Uma Pastoral Juvenil otimista (sem negar a realidade), cheia de esperança, inspiradora de ânimo, de contemplação de novos horizontes, capaz de estimular o encantamento;

> Uma Pastoral Juvenil movida pela sensibilidade humana capaz de alimentar a disponibilidade para a escuta ativa (pessoal), sobretudo, por parte dos assessores e outros líderes;

> Uma Pastoral Juvenil pensada e inserida na realidade existencial de cada contexto;

> Uma Pastoral Juvenil capaz de estar continuamente refletindo e aprofundando o sentido da vida e as mais variadas riquezas (potencialidades) do ser humano, bem como as fragilidades;

> Uma Pastoral Juvenil sensível à totalidade, crítica e aberta ao discernimento, capaz de evitar toda e qualquer tentação de extremismo, ideologias, polarizações, etc;

> Uma Pastoral Juvenil capaz de continuar investindo na formação e acompanhamento das lideranças, dos conselhos juvenis paroquiais e diocesanos;

> Uma Pastoral Juvenil capaz de abraçar por inteiro a vida de Jesus, o Bom Pastor, Sacerdote, Profeta e daí, uma pastoral que estimule a vivência da tríplice vocação batismal levando-os a serem servidores dos mais necessitados, cuidadores da vida e profeta de uma nova sociedade.


Belém-Pa, 12 de março de 2021
Dom Antônio de Assis Ribeiro, SDB.


Fonte: Jovens Conectados

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