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SER IGREJA JOVEM

Publicada em 03/08/2020

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SER IGREJA JOVEM

Neste dias finais de julho jovens católicos, e outros também, do mundo inteiro se unem em lembranças e tebetês especiais. Fazem 7 anos desde que nosso querido e inspirador Papa Francisco esteve entre nós. Motivo: a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro!

A cidade ficou tomada de peregrinos. Éramos quase 4 milhões de jovens de várias partes do mundo, unidos por uma única razão: nossa fé em Jesus Cristo. O clima era de alegria, de descontração, de fraternidade. Mesmo sendo diferentes os jovens sentiam-se um só.

Quem circulou pela cidade usando o transporte público, viu os noticiários locais e interagiu com os moradores e comerciantes percebeu também para que para os cariocas toda a aquela juventude foi sinal de esperança, testemunho de paz, de “juventude sadia” e verdadeiramente livre. Os cantos ecoavam nos vagões de trem e metrô contagiando a todos, o lixo de sete dias equiparou-se a 1 noite de evento em Copacabana e não estava espalhado na praia, mas nas lixeiras, destacavam os jornais locais, a entre ajuda, a paciência nas longas filas... E como não falar do silêncio orante durante as missas, via sacra, adoração. Foram todos testemunhos de jovens que buscam transcender, ir além, dar sentido às suas vidas e fazer-se sinal do amor de Deus.

Não podemos esquecer também o tempo da preparação, da ansiosa espera. Todas as expressões juvenis se mobilizaram suas caravanas de peregrinos. Muitas paróquias, sem grupos de jovens, conseguiram reunir e integrar a juventude desejosa de viver este momento. Unidos, estes jovens perceberam que poderiam fazer a diferença e despertaram-se para sua participação na comunidade e também para a ajuda aos mais necessitados, incentivados pelo “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações!” (Mt 28,19), tema da JMJ.  A vivência da semana missionária, já como parte do evento, propiciou a integração entre jovens de países diferentes favorecendo o intercâmbio de culturas e experiências eclesiais.

Momento marcante foi também o “Bote fé”, a passagem da cruz e ícone da Jornada nas várias dioceses do Brasil. Organizado de diferentes formas, conforme as realidades locais, o Bote fé também favoreceu a integração de expressões juvenis e, em muitas dioceses, favoreceu a articulação do Setor Juventude, motivando muitas ações conjuntas entre expressões juvenis diferentes.

Como olhar as mil fotos sem sentir saudades dos encontros, dos sorrisos e risadas, do estrangeiro que falava qual língua mesmo? As trocas de lembranças entre os peregrinos, a alegria dos 40 mil voluntários e tantos outros que faziam parte do COL (Comitê de Organização Local). A recepção no aeroporto e as buscas desesperadas por endereços e os locais de catequese na língua materna. Todos momentos marcantes que marcaram a vida de muitos jovens engajados e outros que descobriram a beleza do encontro de Cristo na comunidade eclesial.

O Doc. 85, “Evangelização da Juventude”, n. 152 nos indica a importância dos eventos de massa, pois “Criam visibilidade e conquistam credibilidade, tanto na Igreja quanto na sociedade, e injetam ânimo e entusiasmo nos jovens e assessores”. Ânimo e entusiasmo todos experimentamos até que voltamos para o dia a dia ainda repletos da experiência de encontro com o Senhor e com os irmãos e irmãs na fé. Foi então a vez dos assessores e das estruturas de acompanhamento manterem vivia a chama encaminhando processos de cultivo e aprofundamento da experiência. Em nível nacional foi organizado o primeiro Encontro de Revitalização, em dezembro do mesmo ano, com a participação de jovens e assessores de inúmeras dioceses e expressões juvenis no empenho de juntos traçar as diretrizes para evangelização da juventude no Brasil. Desde então, este encontro acontece a cada 4 anos favorecendo a escuta das necessidades locais e dando direcionamentos ao trabalho evangelizador de jovens e com jovens.

Pessoalmente, lembro-me com emoção do silêncio absoluto no momento de adoração e também nas missas nas areias de Copacabana. Cercados por outros 3 milhões de jovens, cada um, diante do Senhor podia ouvir Sua voz e as ondas do mar, num convite a entrar no coração de Deus e de lá sair como testemunha, como agente de transformação como nos motivava Papa Francisco com suas sábias palavras e marcantes atitudes.

A memória agradecida é o exercício de quem revisita lembranças de como o Senhor nos toca e marca nossa história e abre-nos aos seus preferidos, os mais pequenos entre nós. Lembrar os fatos e experiências de fé da JMJ 2013 nos motiva a retomar o “primeiro amor”, os momentos de nossos encontros com Cristo que plenificam nossas vidas de sentido e nos fazem testemunhas do seu Reino. Não é à toa que a missa de encerramento é, verdadeiramente, uma missa de envio. Assim, deixemos que as palavras do Papa Francisco, inspiradas no Evangelho, ressoem mais uma vez em nós:

“Nunca tenham medo de ser generosos com Cristo! Vale a pena! Sair e ir com coragem e generosidade, para que cada homem e cada mulher possa encontrar o Senhor."

Fonte: Irmã Valéria Leal - Assessora Nacional na Comissão Episcopal Pastoral para Juventude Brasil

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