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Celebremos a Oitava da Páscoa

Publicada em 19/04/2017

A Páscoa não é só hoje, a Páscoa é todo dia. O tempo de Deus é diferente do nosso, pois no kronos, Ele realiza o Kairós. No tempo finito Ele realiza o infinito. No ciclo da liturgia judaica, a cada ano, celebrava-se a memória da libertação do povo da escravidão do Egito. “Este dia será para vós um memorial, e o celebrareis como uma festa para Iahweh; nas vossas gerações a festejareis; é um decreto perpétuo” (Ex 12,14).

Na Páscoa cristã, celebramos o maior evento salvífico: a Ressurreição de Jesus Cristo que tem alcance ad aeternum. A profundidade do mistério da paixão, morte e ressureição do Senhor Jesus não se esgota no Domingo da Páscoa, por isso a Igreja convida as comunidades cristãs a celebrar A OITAVA DA PÁSCOA, com viva alegria, e intensa comunhão.

A oitava da Páscoa é formada pelos primeiros oito dias do Tempo Pascal, com liturgia própria. A semana é celebrada como se fosse um único dia, com o objetivo de viver melhor a centralidade da nossa fé. O Ressuscitado vive entre nós! Aleluia!

Com a celebração da Páscoa, iniciamos o tempo Pascal que corresponde às sete semanas, ou seja, os cinquenta dias vividos e celebrados na alegria pascal. Esse tempo é liturgicamente muito importante na vida das comunidades cristãs. Convém celebrar, ininterruptamente, a alegria pascal por sete semanas, porque o amor prolonga a comunhão e renova o sentido da vida, ele transborda, não se esgota, permanece entre nós, no dinamismo da Ressurreição. Nos domingos de Páscoa até o Pentecostes, dá-se destaque à leitura do livro dos Atos dos Apóstolos e aos relatos da Ressureição.

Este tempo litúrgico é muito significativo, o mais forte de todo o ano. Quarenta dias após a Ressurreição, celebramos a Ascensão do Senhor ao Céu (At 1, 6-11) onde o Ressuscitado diz: recebereis uma força, a do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas. Uma semana após a Ascenção, na memória da Igreja reunida no cenáculo com a Virgem Maria, celebramos o Pentecostes (At 2,1-41). É o Espírito Santo que guia e orienta a Igreja.

Queridos jovens, a Festa da Oitava da Páscoa renova a certeza de que o Senhor Ressuscitado está entre nós, e nos alcança com Sua força salvífica, emanada da graça da Ressurreição. A visita das mulheres e sua preocupação em retirar a pedra do sepulcro, remetem às dificuldades cotidianas, que envolvem a realidade das Juventudes e que, por vezes, parecem intransponíveis. Renovemos nossa fé no crucificado-ressuscitado, Jesus, o Cristo vencedor da morte e doador da vida em abundância (Jo 10,10) e da vida eterna. Nele está a razão do nosso celebrar, do nosso acreditar, do recomeçar sempre, e do perseverar até o fim, com os olhos fixos n’Ele. 

Busquemos viver o Tempo Pascal buscando as coisas do alto, porque nossa vida está escondida, com Cristo, em Deus (Cf. Cl 3,1-4). Acompanhemos o Ressuscitado em seus encontros decisivos com os discípulos, possibilitando-lhes voltar ao seguimento, após a experiência traumática do abandono e do medo da cruz. A força do Espírito Santo, que animou e sustentou a Igreja no princípio, nos guiará para redescobrir a beleza da fé vivida em comunidade, a compaixão para com os irmãos e irmãs de caminhada, a solidariedade com os abandonados pelo caminho e a ternura para abraçar e sustentar os pequenos e os pobres.

Que o espírito da celebração da Oitava da Páscoa perpasse os corações de todos os cristãos, animando-os com a alegria que vem do Senhor.

 

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