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Papa: comunidade não tem "série A" de fortes e "série B" de fracos

Publicada em 23/03/2017

"É nas Escrituras que o Pai do Senhor nosso Jesus Cristo se revela como Deus da perseverança e da consolação". Com essa citação, foi assim que na Audiência Geral desta quarta-feira (23/03) o Papa Francisco deu continuidade ao seu ciclo de catequeses falando sobre a esperança cristã, frisando principalmente a perseverança e a consolação, citadas pelo Apóstolo Paulo na Carta aos Romanos.

O pensamento de Paulo nos ajuda a compreender melhor a verdadeira esperança cristã, quando se trata da perseverança e da consolação. De fato, é importante que entendamos o significado de cada uma dessas palavras para que tenha um maior sentido a cada um de nós. Para Francisco, a consolação “é a graça de saber perceber e manifestar a presença e a ação compassiva de Deus, em todas as circunstâncias, mesmo quando marcadas pela decepção e sofrimentos. Deste modo nos tornamos fortes, a fim de poder permanecer próximos aos irmãos mais fracos, ajudando-os em suas fragilidades".

A perseverança é a capacidade de suportar e permanecer fiel mesmo quando encontramos muitas dificuldades e somos tentados a largar tudo. Ele nos lembra também que a perseverança e a consolação são transmitidas a cada um de nós, de modo particular, através das Escrituras, pois a Palavra de Deus nos leva a um olhar mais profundo para Jesus, fazendo com que o conheçamos mais e que sejamos semelhantes a Ele. Dessa maneira, nos tornamos mais fortes, com o propósito de podermos permanecer perto de nossos irmãos mais fracos, dando suporte e os ajudando na sua fragilidade.

A expressão do Apóstolo “nós que somos fortes, devemos suportar a fraqueza dos fracos e não procurar o que nos agrada" poderia parecer orgulhosa, mas o Papa explica que na lógica do Evangelho sabemos que não é assim, é justamente o contrário, pois temos consciência de que a nossa força não vem de nós, mas sim do Senhor.

“Quem experimenta na própria vida o amor fiel de Deus e a sua consolação é capaz, ou melhor, tem a obrigação de estar próximo aos fieis mais frágeis, assumindo as suas fragilidades. E pode fazer isto sem autosatisfação, mas sentindo-se simplesmente como um "canal" que transmite os dons do Senhor; e assim se torna concretamente um "semeador" de esperança”. O Pontífice destaca que o resultado deste estilo de vida não é uma comunidade em que alguns são de "série A", ou seja, são os fortes, e outros de "série B", isto é, os mais fracos. Longe disso como nos diz São Paulo, devemos ter os mesmos sentimentos uns com os outros, pois a Palavra de Deus alimenta uma esperança que se traduz concretamente na partilha e no serviço recíproco, porque quem também é “forte” experimenta em algum momento de sua vida a fragilidade e necessita da ajuda do outro. Mas tudo isto é possível somente se coloca no centro Jesus e a sua Palavra. Somente Ele é o "irmão forte" que cuida de cada um de nós.

Ao encerrar sua catequese, Francisco nos diz que “é isso que o Senhor pede a nós: com aquela fortaleza e capacidade de consolar, devemos ser semeadores de esperança. E semear a esperança hoje é necessário”. 

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