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CF 2017: Conheça a Caatinga

Publicada em 17/03/2017

Seguimos o nosso percurso quaresmal, preparando da Páscoa e a nossa viagem de conhecimento dos Biomas brasileiros, tema da Campanha da Fraternidade deste ano.

A Caatinga é um lindo e importante Bioma brasileiro. É o único dos seis que é exclusivamente do Brasil, não ocorrendo em nenhum outro país. Uma de suas características mais fortes é o seu clima, que condiciona toda a vida que acontece no seu interim. Mas, também devido ao clima semiárido, pairam muitos preconceitos em relação à Caatinga.

Uma minúscula parte de seu território adentra o norte de Minas Gerais. Ademais, o Bioma se restringe ao Nordeste, alcançando todos os estados da região, à exceção do Maranhão. A população tradicional é de pequenos agricultores e indígenas. Eles encontraram uma espécie de “sabedoria popular” para se adaptar as peculiaridades do clima. Dentre os seis Biomas brasileiros, é o que mantém a maior população no meio rural: 40% do total. Essa cultura própria da Caatinga também tem sido ameaçada pelo desenvolvimento desordenado dos centros urbanos o e mal planejado crescimento das cidades.

Assim como a população, a vegetação também se adaptou ao clima. Poucas folhas e galhos retorcidos, além de raízes profundas e de baixa estatura são as características predominantes. A vegetação passa por uma espécie de hibernação durante o período da seca, diminuindo sua atividade vital e parecendo morta. Devido a essa vegetação, a pecuária de pequeno porte é a mais indicada, na criação de ovelhas e cabras.

O paradigma da “convivência com o semiárido” tem se mostrado um importante aliado no desenvolvimento humano da região do Bioma. A falta de água não pode ser combatida, pois é uma característica do clima, mas é possível se adaptar a ela. Percebeu-se, então, o alto potencial energético da região, de modo especial a energia elétrica de matrizes eólica e solar. Assim, é possível perceber o clima não mais como um adversário, mas como um aliado.

No entanto, as queimadas, o desmatamento e a inserção de culturas que dificilmente se adaptam à falta de água têm se demonstrado como uma ameaça à Caatinga. Uma delas é a produção extensiva de gado bovino. Necessitam de muita água e encontram pouco alimento na vegetação nativa.

A fé cristã católica é também uma das riquezas culturais do Bioma. Padre Ibiapina e Padre Cícero são dois exemplos que a história nos oferece da bonita presença da Igreja junto à população simples do agreste. As pastorais sociais e as CEBs também têm desenvolvido um bonito trabalho ao longo dos anos. Ainda cabe destacar os santuários espalhados pelo nordeste que congregam um grande número de pessoas e fortalecem as devoções populares. São oito centros de peregrinação espalhados pelos estados nordestinos.

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