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CF 2017: conheça o bioma Pampa

Publicada em 01/03/2017

A Campanha da Fraternidade de 2017 trata dos Biomas do Brasil. Nós, enquanto juventude católica de todo Rio Grande do Sul, queremos aderir e aprofundar neste tema, fazendo eco e fortalecendo proposta da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísitica (IBGE), bioma é “um conjunto de vida (animal e vegetal) constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação contíguos e identificáveis em escala regional, com condições geoclimáticas similares e história compartilhada de mudanças, o que resulta em uma diversidade biológica própria.”

Começamos a nossa jornada através dos seis biomas brasileiros pelo Pampa!

O Pampa compreende os campos da região Sul do Brasil. Este bioma ocupa apenas 2,07% do território brasileiro e é o único que se restringe à somente um estado: o Rio Grande do Sul. Assim, 63% do território gaúcho são ocupados pelo Pampa. No entanto, sua extensão vai além-fronteiras, contemplando parte do Uruguai e da Argentina.

Basicamente, existem dois tipos de campos:

1 - Campos limpos: quando não há arbustos, demonstrando uma paisagem mais homogênea;

2 - Campos sujos: quando há arbustos, que se misturam à paisagem campestre.

No que diz respeito à sua biodiversidade, esta é grande e ainda não completamente descrita pela ciência. São cerca de 3.000 espécies de plantas e 500 espécies de aves, denotando um ecossistema muito rico.

É um verdadeiro patrimônio natural, genético e cultural de importância nacional e global. Uma das mais importantes características é que abriga em seu território grande parte do Aquífero Guarani, importantíssima reserva de água doce para o Rio Grande do Sul bem como o Brasil e toda a América Latina.

Entre os seus povos originários estão os índios Tupi-Guarani, com etnias Tapes, Carijós, Arachanes, Guainás, Guenoas, Minuanos e Charruas, sendo que estes dois últimos tiveram uma maior parcela de influência na formação da identidade do chamado “gaúcho”.

Os europeus espanhóis foram os primeiros imigrantes a chegar. Posteriormente também se instalaram os bandeirantes, de origem lusitana. Todos eles se ocuparam com a pecuária e agricultura, sendo a atividade familiar muito significativa nesse desenvolvimento histórico. Há uma grande heterogeneidade na dimensão étnica nos pecuaristas familiares, o que dá uma diversidade e riqueza à população local.

“O chimarrão, o churrasco, a música de fronteira, são riquezas que permanecem mesmo em tempos de indústria cultural. Essa cultura atravessa fronteiras, abrangendo também o território do Uruguai e Argentina”, como destaca o texto-base da Campanha da Fraternidade 2017, em seu número 211.

No entanto, o bioma se encontra fragilizado, pelo descuido com sua vegetação nativa e desrespeito. As áreas de banhado, que integram seu território, sofrem com as plantações extensivas de arroz e o cultivo do pinus. Assim, sua água acaba sendo drenada e acaba por ficar ressecado e desértico o terreno. Os latifúndios tomam conta da Pampa e representam grande perigo. Há que se destacar, no entanto, que pequenas propriedades e agricultura familiar permanecem presentes neste espaço geográfico.

A Igreja não ignora o bioma, e através do fomento da preservação e cuidado se faz presente também pelas Pastorais Sociais, pela força das CEB's e pelas Campanhas da Fraternidade.

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