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EvangelizaSom: as mensagens implícitas e explícitas do funk

Publicada em 08/09/2016

Iniciamos nesta semana, EvangelizaSom. Escrita pelo Tio Paulinho, professor de música e assessor adulto na Arquidiocese de Passo Fundo, a coluna vai trazer uma visão cristã da música e também de que forma usá-la para Evangelização da Juventude. A primeira é sobre o funk. Confere aí:

O funk é uma mistura feita por afro-americanos, na década de 60, incluindo ritmos como soul, jazz e rhytmand blues. A sua batida é contagiante e totalmente dançante. É impossível não sentir vontade de dançar quando se ouve um bom funk.

No Brasil, o funk surgiu nos anos 70, através de festas na periferia do Rio de Janeiro, embaladas pelo ritmo vindo dos Estados unidos. É o início da trajetória do funk carioca que aos pouco foi ganhando espaço na música brasileira. Nos anos 2000, começa a sofrer influência do rap americano e a entrar em todas as camadas sociais.Em 2013, o funk ganha a preferência da geração adolescente e jovem, tornando-se presença garantida nas pistas de dança e nas festas da turma da escola.

Quando se fala na fase de Claudinho e Buchecha, passando pelos sucessos do funk romântico de MC Marcinho com seus versos “glamurosa, rainha do funk, poderosa”, temos um lado dançante e leve. O problema, na minha opinião, é a fase atual do funk da “pesada” com letras falando abertamente sobre o sexo, além do funk ostentação com sua apologia ao dinheiro e tudo que ele pode comprar.

Podemos dizer que é apenas uma música, uma febre cultural que vai passar e logo será substituída por outro gênero musical. No entanto, a influência de letras e passos de dança que despertam a sensualidade em meninas ou meninos de 12 a 15 anos e podem causar consequências no seu comportamento. A gravidez precoce, a falta de valorização do corpo e a exposição íntima acontecem por acaso ou podem ser estimuladas não só pelo funk, mas também pelo arrocha com suas letras de duplo sentido e cenas de filmes e novelas?

Talvez não seja fácil encontrar resposta à essa pergunta  ou até mesmo afirmar se há ou não influência direta nestes problemas juvenis. O que devemos refletir enquanto sociedade é se devemos ficar calados e não discutir com os meios de comunicação (rádio, TV, internet) o conteúdo que está sendo passado, levando em conta apenas o interesse comercial.

O funk não é o vilão, é um ritmo musical de muita qualidade, e não é o único que passa por esta fase de fazer sucesso a qualquer custo. Porém é hoje o que vem dominando a cena musical e, portanto, devemos todos estar atentos ao que nossos jovens estão ouvindo e o que isto pode mudar em seu comportamento.

Tio Paulinho, professor de música e tio do CLJ

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