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O Paradoxo da amizade

Publicada em 20/07/2016

O Paradoxo da amizade

Quisera eu ter amigos que pensassem totalmente diferente de mim. Teria sempre uma ideia diferente para me contrapor.

Quem me dera ter amigos que gostassem de músicas e estilos nada parecidos com os meus. Dessa forma seria garantido haver constantemente disponíveis coisas novas para conhecer.

Bom seria andar também com gente que não me conhecesse a fundo, nas minhas mais profundas imperfeições ou nas melhores qualidades. Sendo assim teria permanentemente a possibilidade de ser descoberto por alguém.

Que tal seria ter amizade com alguém que não gostasse de andar pelos lugares e caminhos que sou acostumado a trilhar? Seria a certeza de que nunca faltariam trilhas novas para se chegar a lugares diferentes.

É bom ter amigos que pensem igual a mim. É bom ter amigos que pensem diferente de mim. É bom ter amigos.

Em todo o tempo, idade e lugar é bom ter amigos.

Na infância para brincar, na adolescência para sonhar, na adultez para compartilhar, na velhice para relembrar.

É bom ter amigos perto, mas também é bom ter amigos longe.

Poder ter amigos para atravessar os mares revoltos da vida é confortante. Mas ter amigos que, assim como eu não sabem nadar nestes mesmos mares é reconfortante.

Na amizade reside um paradoxo, uma contradição: ter alguém com quem me identifico é bom, mas também é bom parar para pensar na inimaginável aproximação com alguém tão diferente.

Como se resolve o paradoxo da amizade? Com a mais contraditória resposta: uma certeza.

É bom ter amigos.

 

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