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Visitar e cuidar dos doentes: uma especial obra de misericórdia

Publicada em 18/06/2016

A doença e o consequente sofrimento que dela decorre é o momento em que se toca com a mão a fragilidade e provisoriedade da vida. A dor, qualquer seja a sua origem e de qualquer modo seja vivida, rompe o ritmo habitual da existência e traz muitos questionamentos sobre a vida humana. A enfermidade revela o caráter frágil de todas as criaturas. Assume uma dimensão simbólica. Diz respeito à relação do ser humano com sua própria condição finita e mortal. O homem experimenta em seu íntimo uma finitude radical. O doente já não se governa, depende de outros, às vezes sente-se impotente e sem respostas diante da dor que sente. Sim, somos de barro! Não somos autossuficientes! Não podemos viver sozinhos, dependemos do cuidado e da misericórdia dos outros.

Como Jesus agiu diante dos doentes? Impressiona vê-lo em contato com os doentes. Ele viveu cercado de pessoas que procuravam saúde. Os Evangelhos relatam vários momentos em que Jesus acolhe, atende, socorre e cura os doentes. “Jesus percorria toda a Galileia, ensinando nas sinagogas deles, anunciando a Boa Nova do Reino e curando toda espécie de doença e enfermidade do povo” (Mt 4,23). Sua compaixão para com os sofredores é tão grande que se identificou com eles: “estive doente e me visitaste” (Mt 25,36). Jesus viveu a misericórdia para com os doentes e tornou-se o modelo do cuidado por eles. Não somente os cura de sua enfermidade física, mas preocupa-se com a totalidade de sua vida, devolve-lhes a dignidade e os reintegra no convívio social.

É este amor que vê no doente o próprio Cristo que dá sentido a esta obra de misericórdia.Tantos santos e santas, homens e mulheres de todos os tempos, a maioria no anonimato, na vida familiar, souberam compreender que no doente é Cristo que está presente. Madre Teresa de Calcutá assim rezava: “Ó Senhor, faz com que hoje e em cada dia eu saiba ver-Te na pessoa dos teus enfermos e que, oferecendo-lhes o meus cuidados, Te sirva a Ti. [...] Ó queridos enfermos, ainda me sois mais queridos por representardes Cristo. Que privilégio é poder servir-vos!”

Visitar os doentes é, também, uma atitude profética. Assim procedendo, dizemos que todas as pessoas sempre têm dignidade, independente de sua condição de saúde física ou mental. Não concordamos com a ideologia do mercado que descarta, sem nenhum escrúpulo, quem não produz e não consome, quem não tem mais a vitalidade jovem e nem sua força e beleza física.

Além de todos os exemplos que Jesus nos deixou, também explicou o modo de ser misericordioso com os enfermos na parábola do Bom Samaritano. O samaritano, que é a pessoa que supera a indiferença e se deixa tocar pela situação do outro, vê, se aproxima, cura, coloca no próprio animal, leva à hospedaria e oferece de seus recursos para a saúde do enfermo (cf. Lc 10, 25-37). Ele é o modelo do cuidado.Quem visita e cuida, qual bom samaritano, oferece ao doente a presença solidária, o amor gratuito, o consolo e a força da fé em Jesus Cristo, ajudando-os a olhar para Aquele que sempre amou os enfermos. Muitas vezes, é somente uma presença silenciosa e acolhedora. Mas, em contrapartida, recebemos e aprendemos muito mais do que oferecemos. Visitar os doentes é uma escola de vida humana e cristã! 

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