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O que significa a cruz?

Publicada em 25/03/2016

A origem da cruz não é religiosa nem mesmo como símbolo de fé. Ela nasceu na Pérsia como objeto de tortura. O Império Romano a adotou. Significava vergonha e desprezo. Era a pena destinada aos piores bandidos da época, principalmente a quem desafiava o poder do Império, embora nem todos fossem bandidos. Todo pessoa crucificada ficava por muitas horas, dias, sofrendo até morrer ou ser comido vagarosamente pelas aves e animais. Era fixada em lugares muito visíveis para que todos vissem o destino de quem enfrentava o Império. Ninguém queria ver uma cruz ou um crucificado. Objeto de tortura sempre assusta. Era horrível, uma crueldade, verdadeira humilhação.

Jesus conhecia a cruz. Ele a temia. Por quê? Porque sabia que anunciar o Evangelho significava confrontar o Império que oprimia, bem como, o sistema religioso corrompido de sua época. E foi o que aconteceu. Os líderes dos judeus levaram ele ao governador romano acusando-o de se declarar rei e de profanar o Templo. Foi preso, flagelado, coroado de espinhos, obrigado a carregar uma cruz e nela crucificado. Morreu ali o mais belo homem que existiu. E de tão humano que era só podia ser Deus. Sim, Deus morria na cruz. Deus não se transformou, mas transformou a cruz. Aquele objeto de horror tornou-se sinal de salvação.

A cruz ficou importante por causa de Cristo. Sem Ele, ela não tem valor. Não é ela em si mesma que nos fala, mas aquilo que aponta: o amor, a fidelidade, a doação de Jesus. Por isso ela significa o amor que assume as consequências de amar. Esse amor é uma pessoa, Jesus. Ele não quis a dor, não buscou a morte, mas a aceitou a fim de que todos fôssemos salvos. Ela tem duas realidades que formam uma só: 1) um homem morreu nela porque não voltou atrás no bem que ensinou e 2) um Deus que não a recusou para que a salvação nos fosse concedida. Em suma, essa salvação é o mandamento do amor: quem ama é aquele que dá a vida por seus amados. A cruz ainda é sinônimo de sofrimento, mas ela pode ser sinal de salvação quando lhe atribuímos sentido e valor. Depois de Cristo, os sofrimentos da vida foram chamados de cruz, por que a cruz deixou de ser apenas sinal de sofrimento.

A cruz é símbolo da vitória porque quem ama nunca perde, mesmo que sofra. Quem ama conscientemente, ainda que não seja atraído, vive plenamente. Na história de Jesus a cruz não foi o ponto final, pois Ele ressuscitou. Entretanto ela foi o modelo mais perfeito de fidelidade a Deus e ao projeto Dele, seu Reino que, em outras palavras, é a infinita felicidade de todos. Não existe Cristo sem cruz, porque a cruz revela quem foi Cristo e como deve ser o testemunho de todo cristão.

Os que creem veem nela o sinal da redenção ou salvação. Cristo venceu o pecado, a morte e as trevas e nos trouxe a vida eterna, libertando-nos de todo mal.

Quando usamos uma cruz não é simplesmente para adorno, mas para significar o amor de Deus por nós, o nosso amor para com Ele, o nosso amor para com cada ser humano. Ela é como a aliança que um homem e uma mulher usam como sinal de seu amor fiel. Como ao casal, mais importante é o que está no coração, por isso cantamos “no peito eu levo uma cruz, no meu coração o que disse Jesus” (Pe. Zezinho). E o que disse Jesus? “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. De novo a cruz se mostra como sublime sinal, o Evangelho sem palavras. Não adoramos a Cruz, adoramos o Crucificado. A cruz é sinal, por isso não paramos nela, seguimos até o Crucificado-Ressuscitado, Jesus.

 

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