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Em missão pela vida
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Para que, como fiz, façais também

Publicada em 22/03/2016

Ao tomar o caminho da cruz, Jesus nos apresenta uma nova proposta de vida: a radicalidade do amor. Ele, que tinha amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. O amor fraterno e extremo de Deus se dobra diante das necessidades da humanidade e no lava-pés se faz mais que rito. Ali, naquela Ceia Santa, Jesus mostra que sua vida quis instituir um novo modo de ser.

O ensinamento maior do Nazareno – amai-vos como eu vos amei – fica ainda mais claro agora. A experiência do amor transcende os limites e os desejos pessoais, porque os pés que Jesus lava caminham por diferentes realidades sociais, religiosas e culturais. O gesto revela claramente o sair de si para ir ao encontro do outro, tal como Ele já havia feito com o leproso ou a samaritana.

Cada ação de Jesus no lava-pés mostra que deve haver uma estreita relação entre as realidades da Palavra e do cotidiano. O primeiro ponto importante a considerarmos é que a grande lição se dá durante uma ceia, espaço cotidiano da partilha do pão, das alegrias, das angústias e das emoções. Além de alimentar o corpo, Jesus alimenta o espírito daqueles que comem com Ele.

Jesus se levantou da mesa e tirou o manto. É assim que Ele ensina que precisamos sair do nosso egoísmo, do nosso casulo, para ir realmente ao encontro dos outros. Para isso, esvazia-se de si mesmo e se coloca na condição de servo. Quando nos desfazemos do nosso manto, nos despojamos dos fechamentos, preconceitos, medos e inseguranças que nos limitam ou bloqueiam no serviço ao irmão.

Repetindo o gesto feito pelas mulheres e pelos escravos, colocou água na bacia e começou a lavar os pés dos discípulos. Para isso, Ele se inclina, olha-os desde os olhos aos pés, como o Deus que conhece e ouve o clamor de Seu povo. No lavar dos pés, Jesus nos compromete a acolher os outros com alegria e disposição e mostra que para anunciar a sua proposta é preciso compreender, conhecer, assumir as dores e angústias do povo e partilhar nossos dons.

Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus sentou-se de novo e lhes disse: Vocês entendem o que lhes tenho feito? O amor gratuito do Pai é expresso quando Jesus não aguarda para ser lavado também. É assim que tinha que ser para que o amor se tornasse vida abundante, porque na “lei” do Reino de Deus, a recompensa não é necessária.

Ao final, uma oração de Jesus mostra que sua obra está realizada: Eu lhes garanto: quem receber aquele que eu enviar, estará recebendo a mim, e quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou.

A partir daí, o desafio de enfrentar o mundo e denunciar sua injustiça no serviço aos irmãos se tornou nosso.

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