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Sobre a Quaresma e a Caridade: O caminho da vivência do Amor

Publicada em 17/03/2016

Quando silenciamos e deixamos vir ao coração o que nos faz sentir o tempo de Quaresma, pensemos nesse momento como espaço reservado para o deserto. O deserto de desafiar-se a simbolicamente “olhar para dentro”. Não ao acaso. Mas direcionar o olhar atento para nosso interior, como quem busca ser um pouco melhor para Deus, para os outros e para nós. 

E se (re)conhecer, exige coragem. Precisamos ousadia para percorrer o caminho no qual deixamo-nos guiar pela mão carinhosa do Pai. Caminho esse que vai na direção da nossa essência, o lugar onde habita em nós o que melhor podemos ser. Esse andar, esconde ainda uma bonita surpresa: Não o fazemos a sós! É caminhar centrado em nosso encontro com Deus, que nos faz ser comunidade.
É nesse tempo, que podemos fazer algumas das mais profundas vivências do amor. O amor que se dá sem medidas para cuidar da vida, para gerar a vida. Experiência verdadeira de Caridade. No tempo em que vamos ao encontro de nós mesmos, encontramos com o outro, e nele nos (re)conhecemos, e nos comprometemos com sua vida. Sutilezas da graça de Deus.
Quem fa a verdadeira experiência do encontro com Deus, já não pode mais ser indiferente à vida do outro. Os sofrimentos e dores são compartilhados por aqueles que decidem colocar sua vida a serviço de toda a vida. Sejam nos pequenos ou grandes gestos de doação cotidiana, de quem assume que seu projeto de vida será projeto de seguimento de Jesus Cristo. 
“Quanto a nós, não podemos nos calar sobre o que vimos e ouvimos.” (Atos 4, 20). Não podemos não amar, após o encontro verdadeiro com a missão de Jesus. Não podemos não ser aqueles que dão pão a quem tem fome, água a quem tem sede, presença a quem tem ausências. Aqueles que são sinais de um mundo de justiça e de fraternidade.
Experienciar a Quaresma, viver o silêncio que gera vida nova, assumir o compromisso. Dizer não ao que fere o sonho de Deus para nós. Sermos melhores, para as crianças, para a juventude, para a natureza – a Campanha da Fraternidade nos pede: Cuidemos da casa comum! — e para os que mais sofrem. O desafio é cotidiano, do chamado que sempre se dirige a nós: “Vem e segue-me!” .

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