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Em missão pela vida
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FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO

Publicada em 09/03/2016

 

“A caridade ressuscita os mortos e a falta da caridade mata os vivos” (Me. Clara).

 

Para falarmos de caridade, faz se necessário compreendermos seu sentido etimológico. Segundo o dicionário Aurélio da Língua Portuguesa:

Caridade. Caritate. No vocabulário cristão, o amor que se move a vontade à busca efetiva do bem de outrem e procura identificar-se com o amor de Deus; ágape, amor-caridade; Benevolência, complacência, compaixão; Beneficência, benéfico. (...)

O Significado da palavra “Caridade” prescreve o interesse pelo bem estar do outro, a fraternidade, a compaixão pelo sofrimento do próximo.

A caridade para Jesus é a “Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas”. O amor e a caridade são os complementos da lei de justiça. Pois amar o próximo é fazer-lhe todo bem que nos seja possível e que sediaríamos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.

A caridade é ainda para Jesus, algo muito além da esmola, do assistencialismo, abrange todas as relações em que nos encontramos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque dela precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer. Apresenta-se uma pessoa rica e todas as atenções lhe são dispensadas, se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela. No entanto, quanto mais humilde, simples for, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação. “O ser humano verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa”.

Efetivamente o amor e a caridade estão de tal forma interligados, que é impossível falar de um sem falar do outro, ou considerar um e ignorar o outro. A caridade verdadeira conforme nos ensinou Jesus, é aquela realizada com o verdadeiro sentimento de piedade dos padecimentos de nossos irmãos/ãs, de nossos próximos. É pensar nas necessidades do irmão/ã, antes das nossas próprias necessidades. É ser feliz pela felicidade proporcionada à outra/o. Aquele que pensa no bem estar de outrem e não só em si mesmo, tem sempre alguém que pensa no bem estar dele, gerando uma corrente de fraternidade infinita, que se estende ao Criador.

Mas, se não amamos verdadeiramente, não há caridade, não há fraternidade, não há como esconder de Deus nossas verdadeiras intenções e sentimentos.

Fé e Obras. Amor e Caridade

“Porque o filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então retribuirá a cada um segundo as suas obras” Mt 16,27.

O amor é sentimento que nos move à caridade. A caridade é um instrumento do amor. Compreendemos que o amor e a fé relacionados, bem como a caridade e as obras. Fé e obras, Amor e caridade, eis os caminhos para a salvação e para a felicidade.

“Ainda que eu falasse todas as línguas dos homens e língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como bronze que soa e um címbalo que retine; ainda quando tivesse o dom da profecia, que penetrasse todos os mistérios, e que tivesse perfeita ciência, de todas as coisas; ainda quando tivesse fé possível, até o ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. E quando houver distribuído os meus bens para alimentar os pobres e se houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria. A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma, não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre. Agora estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas a mais excelente é a caridade”.

E assim, minhas irmãs e meus irmãos, podemos a partir da nossa realidade, a partir de onde e de como estamos, praticar a caridade de várias formas, como:

Caridade por pensamentos: Desejando sempre as bênçãos de Deus ao nosso próximo, mas, sobretudo aqueles que nos perseguem. Sempre pensar no bem, nas coisas positivas da vida, superando os momentos adversos.

Caridade por palavras: Dirigindo palavras de consolo, de esperança e de afetuosidade. Silenciando quando não puder ajudar ou quando intentar dirigir palavras que firam a suscetibilidade de alguém.

Caridade por ações: Ofertar uma esmola, quando não puder ajudar melhor e quando realizada sem ferir os sentimentos de quem pede é válido. Chico Xavier contava que sempre agradecia a Deus e a quem lhe dava um pedaço de pão porque lhe furtava a idéia do roubo. O melhor é nos enquadrarmos em algum trabalho na sociedade em que nos situamos, onde possamos ofertar um pouco de nós, de nosso tempo, de nossa dedicação em prol de nosso semelhante e em prol de nós mesmos.

Caridade dentro de casa: Porque há pessoas que são um posso de ternura fora de casa e dentro de casa são verdadeiras tirana e tiranos. Antes de nos fazermos temidos, é melhor que sejamos amados/das, queridos/as e respeitados, lembrando sempre que o lar é instituto sagrado, primeiro posto de trabalho confiado por Deus a nós, onde devemos exercitar todos os tipos de caridade: Por pensamentos, palavras e ações.

Meu caro irmão minha cara irmã, poderiam perguntar: Porque fazer caridade? Que importância tem doar parte de minha vida para os outros?

A resposta é simples: Poderíamos dizer muitas coisas, porém diríamos simplesmente: Porque daqui nada se leva de material, levamos aquilo que distribuímos pelos caminhos durante a vida: Flores ou espinhos O exercício da caridade nos dá novas perspectivas de vida, nos dá nova noção de felicidade e de infelicidade. Vemos pessoas com problemas mais tangíveis que os nossos vivendo mais felizes que nós, Aprendemos enxergar melhor nossas possibilidades e a reconhecer melhor a misericórdia de Deus.

Se a caridade ressuscita os mortos e a falta da caridade mata os vivos”, então meu irmão minha irmã vamos optar pela vida ousando cama vez mais atitudes de caridade e enraizadas na misericórdia ensina e testemunhada por nosso Salvador Cristo Jesus; e claro estamos num tempo propício para esse exercício: Quaresma é tempo de silêncio, de retomada; tempo da interioridade, da fraternidade, de amor profundo, de entrega, de doação. Não poupemos nossa energia em fazer o bem, praticar a Caridade dom de Deus.

Boa preparação para o feliz encontro com o Redentor na alegria plena da ressurreição.

 

 

 

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