E aí tchê
Em missão pela vida
FacebookTwitterInstagramYouTube

Por que JEJUAR, na QUARESMA?

Publicada em 01/03/2016

“Na quaresma, as pessoas fazem jejum”. ‘O jejum é uma das práticas próprias da quaresma’. “Jejuar, na quaresma, ajuda na santificação pessoal”. Estas e outras expressões nos ocorrem, são frequentes, veiculadas no tempo da quaresma. A elas damos atenção. Por vezes, nos impressionam. Muitos as observam. Entramos nesse “clima”. Deixamo-nos envolver por esse “espírito” presente em nosso cotidiano. Passamos a considerar isso como sendo parte desse contexto de quaresma.
Pode acontecer que até sintamos certa inquietação; quem sabe sejamos tocados por estranha dúvida; talvez ousemos perguntar: afinal, “por que jejuar, na quaresma?”. Ao nos permitir tais questionamentos, mostramos nosso desejo de aprendizado. Aceitar que emirja, em nós, a sensação de estranhamento ao que parece tão habitual pode significar abertura a um espírito mais consciente e decidido.
A prática do jejum constitui um proceder humano com distintos significados. Uma breve consideração sobre alguns aspectos dessa iniciativa ajuda na compreensão de suas razões e importância.
A prática do jejum pode ter um caráter terapêutico. Em certas condições o/a médico/a nos prescreve a suspensão da alimentação por certo período de tempo, para favorecer a eficácia de uma ação reparadora ou curativa de certas funções de nosso organismo. Ou indica a supressão do consumo de algum tipo específico de comida ou bebida. A atenção a esta orientação e seu criterioso seguimento resultam na eficácia da terapia necessária.
O jejum possui uma dimensão pedagógica. Adotar um propósito de suspensão da alimentação e segui-la, com determinação, proporciona uma firmeza de opção. Esse proceder oportuniza o fortalecimento de nossas disposições pessoais. Assegura um aprendizado de vida que adquire sempre maior fundamentação.
Viver o jejum assume também um sentido de contestação e de profecia. Os apelos consumistas rondam e espreitam a vida das pessoas nas mais diversas ocasiões. Por sua insistência e sutileza de sugestionamentos, muitas vezes, geram situações que se podem nomear como escravização consumista. Diante desse contexto apelativo, a vivência de determinadas práticas de jejum constitui formas de alerta, de resistência ousada e firme a essas pretensões interesseiras de submissão das pessoas.
Tais aspectos dessa prática humana do jejum revestem-se de uma dimensão espiritual. Criam, em nós, um “espírito” propício ao desenvolvimento adequado de nossas capacidades e aptidões. Exercitar o jejum proporciona a vivência mais intensa da atitude cristã, do testemunho sincero da fé, da prática da solidariedade fraterna indispensável para a instauração da justiça nas relações entre as pessoas. Realizam-se assim, também nessa dimensão, os aspectos terapêutico, pedagógico e profético do jejum.
O exercício do jejum é propício para curar-nos de nossas debilidades na vivência da fé; é decisivo para aprendermos a ser ousados e decididos em nossa esperança; é condição fundamental para o autêntico amor solidário, capaz de superar as relações injustas entre as pessoas. Eis algumas boas razões para jejuar na quaresma!

 

E aí tchê

Subsídios

© 2017 - E aí tchê Site produzido pela Netface