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Em missão pela vida
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Olha pro outro! Cuida da Casa Comum!

Publicada em 10/02/2016

Envolvidos como que por uma onda de acontecimentos socioambientais que afetam o bem-estar no planeta, parte da sociedade tem reagido na tentativa de cuidar do ambiente, em outras palavras, daquilo que ainda nos resta. Essas situações nos afetam enquanto seres biológicos, mas principalmente envolvem nossa capacidade de espiritualmente estar conectados à natureza que humildemente nos engendra.

Nessa lógica, a Igreja hoje pensa em nossa Casa Comum, algo que não é de um tipo ou outro de pessoas, muito menos somente das pessoas, mas abrigo e local da criação divina. Fonte de vida, local de sofrimentos e alicerce do entendimento humano, a Terra não deveria enxergar classes, credos, raças ou gênero. No entanto, tanto a encíclica papal, quanto a Campanha da Fraternidade ecumênica desse ano, nos alertam para os grandes equívocos humanos no cuidado, respeito e responsabilidade para com todos os elementos naturais que nos cercam e dos quais fazemos parte.

Fora de uma lógica simplista de ecologia, a carta e a Campanha apontam elementos sociais que influenciam diretamente no cuidado ou não do planeta. Daí que construir represas de dejetos em situação de risco em áreas de pobreza, como ocorreu em Mariana e há também em tantos outros lugares, não seja uma opção ingênua; destruir cidades inteiras para a construção de represas de hidrelétricas em nome de um progresso, não respeite a humanidade de quem deixa não somente lares, mas histórias de vida; alimentar, através da mídia, o grande mercado consumidor privilegie a superprodução de coisas desnecessárias poluindo o ambiente.

Para além de grandes fenômenos que causam grandes catástrofes, a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016 aponta para aquelas milhões de pessoas que não têm acesso a direitos básicos de sobrevivência. Falta água encanada, falta um simples banheiro, falta água limpa pra beber, falta vontade política de usar todo o conhecimento já adquirido para o progresso humano e não para caprichos pessoais. Isso, não é problema de um país, é situação humana, é olhar para o lado, é enxergar em todo humano um ser humano.

O que está destacado nessa Campanha de todos nós é simples, mas não está dado, precisa ser construído. Precisamos acordar e começar a cuidar de nossa Casa Comum, cuidar do outro que é o ser humano que não tem as mesmas oportunidades que a gente, cuidar do outro que é um animal que convive no mesmo meio que nós, cuidar do outro planta da qual precisamos muito mais do que ela precisa de nós, cuidar do outro água, cuidar do outro ar, cuidar do outro terra.

É preciso mudar de postura. É preciso uma civilização voltada ao respeito, ao cuidado, ao amor. Estar em sintonia contemplativa e ativamente com a criação de Deus é missão de todos e especialmente da juventude hoje. Na utopia, temos um caminho comum de respeito ético aos direitos da natureza, por que não, ter também, a esperança de uma geração mais capaz de cuidar, de amar, de sentir o outro?

Que essas reflexões não sejam apenas reflexões. Olhemos para o lado. Há muito a ser feito. Caminhemos juntos!

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