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Capuchinhos celebram 120 anos de presença no RS com gratidão, paixão e esperança

Publicada em 14/01/2016

Dia 17 de janeiro de 2016 marca a abertura dos eventos celebrativos dos 120 anos da presença dos Capuchinhos no Rio Grande do Sul. Em todas as paróquias que possuem párocos e vigários capuchinhos serão realizadas ao longo do ano celebrações que retomam a história e a importância das presenças da Ordem no desenvolvimento das respectivas regiões. O objetivo é resgatar a história; celebrar os 120 anos nas festas paroquiais e em eventos dos próprios dos freis; promover a animação vocacional; incentivar a criatividade e partilhar com as comunidades. O lema 120 anos: gratidão, paixão e esperança! convida os freis a olhar o passado da província com gratidão;  viver o presente da província com paixão; abraçar o futuro da província com esperança. 

Passados 120 anos de presença no RS, a ação dos capuchinhos, hoje, abrange missões populares, ações sociais (com mais de 20 projetos), pastoral paroquial e hospitalar, animação vocacional e escolas formativas, escola superior de teologia, museu, meios de comunicação (jornais, rádios em redes, sites e plataformas mobile), gráficas, centro de eventos e pousadas voltadas ao turismo e saúde sempre com a marca da alegria franciscana, da simplicidade e disponibilidade para atender as carências da sociedade, testemunhando o carisma do fundador Francisco de Assis.

O entusiasmo missionário já levou os capuchinhos gaúchos a atuar em Portugal, em vários países da África, na Nicarágua, na República Dominicana, França, Haiti, Brasil Central (Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Goiás), interior de São Paulo, Mato Grosso e Rondônia.

A Missão no RS foi elevada à categoria de Província em 1942. Assim, a Província dos Capuchinhos do Rio Grande do Sul é considerada a primeira província do hemisfério Sul e da América Latina e, hoje, está entre as cinco maiores do mundo. Atualmente, com 246 membros, sendo 180 freis no Rio Grande do Sul e de Santa Catarina; 45 na Custódia Provincial Brasil Oeste - Mato Grosso e Rondônia e 21 na Delegação Provincial do Haiti.

A Ordem dos Frades Menores Capuchinhos iniciou na Itália em 1528 e, hoje, está presente em 108 países. No Brasil, está organizada em 10 províncias e duas custódias, totalizando 1.100 frades. Na América Latina e Caribe conta com 30 províncias, cinco custódias e duas delegações.

*Capuchinhos: foram chamados desta forma pelo povo devido ao pequeno capuz de suas vestimentas.

Ordem Capuchinha no Rio Grande do Sul

No século XIX o Brasil vivia um momento de intensa imigração européia. Ao Rio Grande do Sul, entre 1875 e 1889, cerca de 60 mil italianos emigraram, vindos da região do Vêneto. A Comissão de Colonização e Terras destinou aos imigrantes a região serrana, constituída das colônias de Conde d’Eu (Garibaldi), Princesa Isabel (Bento Gonçalves), Nova Vicenza (Farroupilha), Caxias do Sul (Campo dos Bugres), Alfredo Chaves (Veranópolis) e Antônio Prado, entre outras.

Após tentativas frustradas de trazer missionários, o bispo do Rio Grande do Sul, D. Cláudio Ponce de Leão escreveu diretamente ao Papa Leão XIII para solicitar que os imigrantes italianos fossem socorridos espiritualmente.

No dia 05 de dezembro de 1895 dois cultos e dinâmicos frades franceses da Província de Savoia, frei Bruno de Gillonnay e frei Leão de Montsapey, acompanhados pelo ministro provincial, frei Rafael de La Roche, embarcaram rumo ao Sul do Brasil. Na primeira semana de janeiro de 1896, chegaram a Porto Alegre e foram recebidos por D. Cláudio e convidados a assumir a igreja de Nossa Senhora das Dores.

A opção dos Capuchinhos, no entanto, foi Conde d’Eu, onde poderiam implantar um novo projeto missionário junto aos imigrantes italianos. No primeiro dia, viajaram por via fluvial até Montenegro e, no dia seguinte, prosseguiram em uma carroça até a sede da Colônia Conde d’Eu, onde chegaram pela tardinha do dia 18 de janeiro de 1896, data que marca a fundação da Missão dos Capuchinhos no Rio Grande do Sul. Frei Rafael depois de visitar algumas comunidades do interior da Colônia, voltou a Porto Alegre e acertou com o bispo as condições da fundação canônica da missão, regressando definitivamente para a Savoia.

A atuação Capuchinha no Rio Grande do Sul foi alicerçada por frei Bruno de Gillonnay, em cinco direções: Missões populares, Pastoral paroquial, Escolas vocacionais, Ensino para os filhos dos imigrantes e Imprensa.

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