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O cuidado com os doentes

Publicada em 07/02/2017

No dia 11 de fevereiro celebra-se a XXV Jornada Mundial do Doente. Esta data foi escolhida para sercelebrada no dia de Nossa Senhora de Lourdes. A Virgem Maria, na Gruta de Massabiel, na França, na sua aparição a Bernardete, em 1848, manifesta-lhe seuolhar misericordioso. Assim, todos nós e, especialmente os doentes, estamos sobo seu olhar materno e misericordioso. O Santo Padre escreveu uma Mensagemalusiva a este dia, com o tema: «Admiração pelo que Deus faz: “o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas” (Lc 1, 49)».

Em sua Mensagem, o Papa quer, em primeiro lugar, “manifestara minha proximidade a todos vós, irmãos e irmãs que viveis a experiência do sofrimento, e às vossas famílias, bem como o meu apreço a quantos, nas mais variadastarefas de todas as estruturas sanitárias espalhadas pelo mundo, comcompetência, responsabilidade e dedicação se ocupam das melhoras, cuidados ebem-estar diário de todos vós.” Os doentes são, muitas vezes, os que asociedade descarta. São os sobrantes. Junto com as crianças, os idosos, osportadores de necessidades especiais, os doentes pedem de todos nós, e do Estado, um olhar especial. Parece tão obvio, mas o Papa reafirma que “cada doente é e permanece sempre um ser humano, e deve ser tratado como tal. Os doentes, tal como as pessoas com deficiências mesmo muito graves, têm a suadignidade inalienável e a sua missão própria na vida, não se tornando jamaismeros objetos, ainda que às vezes pareçam de todo passivos, mas, na realidade,nunca o são.” Ainda, em sua Mensagem, pede que alarguemos nosso olhar para “encontrarnovo impulso a fim de contribuir para a difusão duma cultura respeitadora davida, da saúde e do meio ambiente; encontrar um renovado impulso a fim de lutarpelo respeito da integridade e dignidade das pessoas, inclusive mediante umaabordagem correta das questões bioéticas, a tutela dos mais fracos e o cuidadopelo meio ambiente.” O Estado não pode se omitir desta grave responsabilidade com a saúde da população, deixando os mais necessitados desassistidos ou não repassando os recursos necessários.

O cristão encontra em Jesus o modelo da proximidade sempre conceitos e do cuidado com os doentes. Ao falar da missão de Jesus, Mateus diz que “Jesus percorria toda a Galileia, ensinando nas sinagogas deles,anunciando a Boa Nova do Reino e curando toda espécie de doença e enfermidadedo povo” (cf. Mt, 4,23). E ao descrever o que está realizando, Jesus diz:“cegos recuperam a vista, paralíticos andam, leprosos são purificados e surdosouvem, mortos ressuscitam e a pobres se anuncia a Boa Nova.” (Lc 7,22). Seu amor de predileção pelos enfermos continua na missão dos cristãos. No decorrerdos séculos nunca faltou a presença e proximidade misericordiosa da Igreja nas diversas situações de sofrimento humano. Muitos se destacaram por um serviçoanônimo nos hospitais, casas geriátricas, presídios, orfanatos e tantas outrasiniciativas. As congregações religiosas sempre olharam com carinho para estamissão. Hoje agradecemos a Deus a presença misericordiosa de todos os que, qual Bom Samaritano, se inclinam sobre o sofrimento alheio. Que bela é a missão da Pastoral da Saúde e dos visitadores dos doentes nos hospitais e em suasresidências. Inspiradoras são as palavras de Santa Madre Teresa de Calcutá, que doou sua vida e se identificou totalmente com os doentes: “Eu vejo Jesus emcada ser humano. Eu digo para mim mesma: este é Jesus com fome, eu tenho que alimentá-lo. Este é Jesus doente. Este tem lepra ou gangrena; eu tenho que lavá-lo e cuidar dele. Eu sirvo porque eu amo Jesus.”

Que a Virgem Maria, Nossa Senhora de Lourdes, estenda seu olhar materno a todos os doentes.

 

Dom Adelar Baruffi
Bispo de Cruz Alta e Referencial para a Evangelização da Juventude do Regional Sul 3 da CNBB                                                                                                                

 

Fonte: Diocese de Cruz Alta

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