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Juventude gaúcha vive ano intenso de preparação para o Bote Fé 2015

Publicada em 01/10/2015

A juventude gaúcha está se preparando para participar de mais uma edição do “Bote Fé”. Nesse ano, o evento acontecerá nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, no Anfiteatro Pôr do Sol, em Porto Alegre. Estão sendo esperados jovens vindos de cidades de todo o Estado e das 18 Arqui/Dioceses gaúchas. Momentos de troca de experiências, alegria, oração e espírito de missão são esperados para esse grande encontro, que irá reunir milhares de jovens com o mesmo ideal.

As atividades iniciam no dia 31 de outubro, com o Hollywins na PUCRS, que terá missa, show e apresentação de teatro. Está programado um momento para troca de experiências e de convívio com diferentes realidades e famílias. Os jovens peregrinos serão recebidos por famílias da Arquidiocese de Porto Alegre, no pernoite de sábado para domingo, num espírito de hospitalidade e acolhida.

No dia 1º de novembro, acontece o grande Show Bote Fé, no Anfiteatro Pôr do Sol. Será um dia de reencontros de amigos, de abraçar, cantar, dançar e também, de louvar e agradecer. O Papa Francisco lembra com frequência que somos todos chamados e convidados para a missão. “Ide, sem medo, para servir”, ele nos ensina diariamente. E ainda acrescenta: “Sabem qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem! Este é o caminho a ser percorrido por vocês!". Com essa mensagem do Papa Francisco, espera-se a participação de milhares de jovens, que enviados, possam levar Cristo a todos e para todos os cantos do Estado.

Preparação para o grande momento do Bote Fé

Para que esse grande evento ocorra, os jovens das diversas Arqui/Dioceses gaúchas vivem uma intensa preparação. Momentos de partilha, avaliação, formação e planejamento são fundamentais em toda caminhada e os jovens mostram a sua disposição e entusiasmo no trabalho e entrega ao próximo. Diversos momentos de reflexão foram preparados para que assim, a juventude possa também assumir maiores compromissos na comunidade na qual estamos inseridos.

Para cumprir toda a agenda programada desde o início do ano, é preciso estar preparados. Dessa forma, é proposto um novo ciclo de formação de multiplicadores, alinhado com a formação de novas lideranças. Nesse sentido, o Curso de Dinâmicas para Líderes (CDL) entra para auxiliar no processo. Jovens reúnem-se em grupos para refletir e discutir assuntos de extrema importância, tanto para a Igreja, quanto para a sua própria vida. Com o propósito de repassar esse conhecimento e de formar novos líderes nas comunidades, pessoas dispostas a trabalhar e auxiliar nos projetos da Igreja cada vez mais com a cara da juventude, o curso supera as expectativas, de acordo com a coordenadora do Serviço de Evangelização da Juventude do Regional Sul da CNBB, Irmã Zenilde Fontes. O CDL ocorreu em diferentes cidades do Estado e contou com a presença de jovens de todas as dioceses.

Semana Missionária

Em meio a tanta reflexão surge a proposta da realização da Semana Missionária Gaúcha. Um evento que mudaria o pensar de muitos jovens e também, levaria muitos sorrisos e vontade de mudança ao próximo. Durante uma semana, estiveram reunidos em Porto Alegre quase 50 jovens de diferentes dioceses do Estado. Com uma proposta de evangelização em missão, a Semana Missionária proporcionou um olhar diferente a várias realidades distintas. Vivências e experiências que, com certeza, muitos jovens jamais esqueceram e a partir delas, mudaram o seu modo de ver e julgar o próximo.

Dos dias 20 a 26 de julho, a juventude gaúcha esteve reunida para conhecer realidades as quais muitas vezes, as pessoas preferem não enxergar. Durante os primeiros dias, os missionários reviveram a sua fé em reflexões sobre a palavra de Deus e as realidades que encontrariam nos dias seguintes. Depois de conhecer os colegas de missão, também foi possível compreender o princípio do evento que os reunia por um objetivo em comum.

Durante a Semana Missionária, os jovens estiveram em contato com realidades de pessoas que vivem com Aids, moradores de rua, papeleiros, população carcerária e comunidades à margem da sociedade. A cada dia que se findava, o retorno dos missionários era marcado por partilhas ricas em vontade de mudança, em depoimentos de arrependimento e de esperança, em palavras de conforto, em dizeres e sorrisos no rosto de pessoas que, mesmo sofrendo de uma doença sem cura, levavam a vida com garra e muita fé. A cada entardecer, uma lágrima se derramava por uma vontade incansável de querer ajudar o próximo e de poder estar com pessoas que precisam de uma palavra de afeto e de carinho, que olham nos olhos e agradecem a sua visita. A cada noite, um abraço e um aperto de mão que parece aliviar um pouco o sentimento de incapacidade de mudar a realidade, sozinho. Um sentimento de união, de não estar sozinho na caminhada.

E além de poder estar em diferentes lugares e com tantas pessoas queridas, sedentas de amor e de afeto, à noite, ao fim de todas as atividades, os jovens eram recebidos e esperados por famílias da comunidade. Uma nova família que se formou em apenas uma semana. Famílias grandes, com pai, mãe, filhos e mais oito missionários. Famílias menores, com avó, filhos, netos e presença de dois missionários. Seja qual foi o tamanho da família, todos foram muito bem acolhidos e o desejo de retornar só aumenta com o passar do tempo.

Ser jovem também é quebrar pré-conceitos. Ser jovem também é enfrentar e superar. Ser jovem é dizer “sim” e atender o chamado. Ser jovem é sair às ruas, às periferias, aos mais necessitados e estender a mão. Ser jovem é ser paciente e ouvir. Ser jovem é ser capaz de reconhecer-se nas fraquezas do irmão, mas ser mais forte para poder estender o braço e caminhar junto. E ser missionário é tudo isso e muito mais. Além de evangelizar, de responder ao chamado e aceitar a missão, é viver uma realidade e depois, a colocar em prática. Foi isso que muitos jovens fizeram. Levaram o espírito de missão e a vontade de mudança para as suas dioceses para ali fazer a diferença.

Momento de formação: Curso de Dinâmicas para Líderes

Para auxiliar ainda mais nesse momento de formação, ocorreu a segunda fase do Curso de Dinâmicas para Líderes e dessa vez, os jovens reuniram-se em Porto Alegre, nos dias 7, 8 e 9 de agosto. Assim, articuladores e comunicadores foram convidados a refletir sobre o que os levou a escolher realizar o trabalho com a juventude em suas dioceses e comunidades. O Curso teve objetivos de criar identidade, entusiasmo e mística que assim, motivam a entrega por uma causa maior.

Para que esse objetivo seja alcançado, foram estudados temas que as lideranças juvenis precisam dominar para também poderem evangelizar outros jovens. Alguns dos tópicos abordados foram a espiritualidade que liga a fé e a vida, a centralidade da Palavra de Deus, o despertar de uma consciência crítica e a definição de uma projeto de vida, para capacitar jovens que coloquem ideias em prática. E muito se viu nas diocese, os jovens replicaram o que viram nos cursos e passaram uma bela mensagem à juventude gaúcha.

Relato de caminhada

De acordo com a Irmã Zenilde, todo o processo de caminhada em preparação ao Bote Fé foi realizado em conjunto com as 18 dioceses do Estado. “Desde a vinda da Cruz Peregrina e do Ícone de Nossa Senhora, nós somos convidados a levar esses sinais para os lugares de dores e sofrimentos humanos”, conta Irmã Zenilde.

A partir desse momento, diversas experiências foram realizadas em todo o estado, reconhecendo os diferentes lugares de dores e sofrimentos, que muitas vezes são deixadas de lado. Foi aí que se começou a viver a Semana Missionária, de modo a acolher os peregrinos que vinham pra Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro e permaneciam nas dioceses e comunidades. “Ali também, nós tínhamos um convite de ir para essas realidades de maior vulnerabilidade social e de fazer essa experiência de irmos ao encontro”, relembra Irmã Zenilde Fontes.

Após esse momento viveu-se a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013.  A Irmã ainda conta e destaca que “na jornada, na missa de envio, o papa Francisco nos convida ‘Ide sem medo para servir’ e a partir desse convite do papa é que nós nos colocamos a caminho mais uma vez, dizendo para nós mesmos: vamos viver juntos mais um tempo, partilhando e aprendendo em conjunto”. Dessa forma, aprofundou-se o elemento essencial, a dimensão missionária da fé cristã que é a missão. “Então, a partir daí, nós também começamos a trabalhar na dimensão do serviço, do diálogo, do anúncio e do testemunho de comunhão eclesial”, relata. “Assim, foi realizada uma experiência de missão no início de 2014, no Paraguai, como Estado do Rio Grande do Sul.” enfatiza.

A partir dessa experiência outras experiências foram pensadas, de acordo com cada realidade de juventude, paróquia e diocese. Irmã Zenilde conta que era necessário pensar no ano de 2015 e o que seria realizado para dar continuidade ao trabalho que se realizou até então. Nesse sentido, pensou-se na realização da Semana Missionária Gaúcha. “Ela começa com a passagem da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora e nós queremos nessa edição do Bote Fé, celebrar essa caminhada que nós fizemos como conjunto das 18 dioceses do estado do RS. Tudo isso, na perspectiva da missão e essa missão que foi sendo gestada, animada, planejada pela formação de multiplicadores jovens das províncias eclesiásticas e pelo subsídio e animação de fundamentação pelos encontros e reuniões de programação que nos dá toda essa dinâmica de trabalharmos”.

Expectativas para o evento

As expectativas são de um grande evento em que sejam reconhecidas todas as etapas de um caminho que se percorreu até então. Ainda, segundo a Irmã Zenilde, é uma grande oportunidade para as bandas mostrarem o seu talento e cultura da música relacionada com a religiosidade dos jovens. “É promover toda essa força juvenil, essa força musical, com que tanto a juventude se identifica e que toca o coração através da oportunidade das bandas subirem ao palco, tocarem ou conhecermos outras bandas e aprofundarmos toda essa nossa cultura musical e religiosa que nós temos. Talvez sejam talentos que nós temos escondidos aí e que a gente não consegue dar visibilidade”, acrescenta.

Segundo o comunicador da Diocese de Cruz Alta e comunicador do Eai?Tchê João Francisco Bóllico, a caminhada de fé e evangelização “é intensa e de uma significação ímpar na vida dos jovens, pois apresenta um mundo onde o adolescente é convidado a viver a juventude como ela é, mas sem deixar de ser cristão ativo e participante na comunidade católica em que compreende a sua participação”.  João Francisco, em nome do EaíTchê e do Bispo diocesano de Cruz Alta e Referencial da Juventude Gaúcha Dom Adelar Bruffi, ressalta que agora, todo esse trabalho intenso e forte na vida de inúmeros jovens será celebrado no dia 1° de novembro no Anfiteatro Pôr do Sol em Porto Alegre com um show cultural onde bandas regionais, estaduais e nacionais irão animar a festa que comemora o encerramento de êxito dos trabalhos de assessoria, comunicação e articulação da evangelização jovem católica gaúcha e de antemão celebra o início dos trabalhos rumo ao jubileu dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida.

Jovens de todas as dioceses do estado esperam a segunda edição do Bote Fé com muita fé, alegria e expectativa de juntos, entrarem e viverem esse espírito de missão. Irmã Zenilde comenta que se espera muita diversidade para esse grande evento. “Esperamos ainda celebrar nesse Bote Fé a diversidade de expressões de rostos e de pluralidade e expressões juvenis que nós temos no nosso Estado. Aqui nós queremos viver, celebrar, confraternizar, com essas diferenças, com essa riqueza carismática que nós temos da Igreja e do rosto jovem da Igreja do Rio Grande do Sul”, ressalta.

Recado do papa Francisco

Papa Francisco mais uma vez, deixa dicas importantes de como viver bem a juventude no dia-a-dia. Segundo ele, primeiro é preciso ter um coração jovem e trazer a alegria da fé. Depois, ir contra a corrente, com muita coragem para enfrentar as dificuldades. Ainda destaca que os jovens devem apostar em grandes ideais, estar com Deus em silêncio, rezar o Rosário, fazer barulho, aproximar-se da Cruz e, além disso, ser protagonista das mudanças. “Através de vocês, entra o futuro no mundo. Também a vocês, eu peço para serem protagonistas desta mudança. Peço-lhes para serem construtores do mundo, trabalharem por um mundo melhor”, diz Francisco. Por fim, o Papa lembra que é preciso servir sem medo e ser revolucionário.

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