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Nazaré: lugar de cuidado e afeto

Publicada em 22/09/2015

“E Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça”                              

Cuidar. Há os que digam que o termo é latino: cogitare - pensar, cogitar. No dicionário, além dessas possibilidades, aparecem outras definições: ocupar-se de, tratar de, zelar pelo bem-estar. Tanto em um, quanto em outro, uma coisa é clara. Quem cuida, planeja, pensa e se preocupa. Olha para o outro, compreende as suas necessidades e age para o bem.

O exemplo de Maria em Nazaré mostra com excelência a importância do cuidado. Nazaré é onde Jesus viveu aproximadamente trinta anos. Nazaré, mais que lugar, é um tempo. Tempo de crescimento, amadurecimento, discernimento e vivência em comunidade. É nesta terra santa que Jesus vive e sonha. É ali que Maria garante que o pequeno cresça em estatura, sabedoria e graça. Nazaré é ninho de ternura e de cuidado entre Jesus, Maria, José e toda a comunidade. Acima disso, é lugar de compromisso com o Reino que se apresenta de forma simples, no amor, na ternura, no respeito, na convivência e na relação com o outro.

O cuidado perpassa essencialmente essa relação e exige a disposição em acolher o outro em sua integralidade e cuidá-lo com carinho. Cuidar é entrar em sintonia e, na delicadeza e sensibilidade do coração, perceber quão revolucionários podem ser os atos) de amor - especialmente os inesperados.

Pensar em Nazaré, onde Jesus aprendeu a amar e experimentou as mais sinceras formas de cuidado, tanto de Maria e José, como certamente de toda a sua comunidade, nos faz também pensar na nossa realidade. Isso, inevitavelmente, também nos provoca a refletir duas questões fundamentais: Onde vivemos o cuidado e que cuidado oferecemos àqueles que nos cercam.

Parece inacreditável que gestos tão simples de carinho são capazes de transformar as realidades das pessoas. Entretanto, comece a distribuir por aí sorrisos, abraços, elogios, flores, balas ou qualquer gesto de ternura, para perceber que, tal como água, também precisamos de uns golinhos de afeto de vez em quando.

Em um mundo que tudo se compra, não podemos permitir que até o amor e o cuidado sejam vendidos. E se foram, perdem seu sentido. Para que seja verdadeiro, deve ser espontâneo, gratuito, entregue de bom coração. Que o cuidado e a ternura nos permitam sempre perceber e agir perante as necessidades do outro.

O cuidado em poesia:

Leia “A parábola dos talentos, de Rubem Alves”.

LINK: https://contadoresdestorias.wordpress.com/2007/07/05/rubem/

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