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Por que mateamos em roda?

Publicada em 22/09/2015

 

     Apesar de ser uma bebida típica dos povos do sul da América, o mate teve seu legado incorporado pelos povos indígenas da América do sul, onde a bebida era consumida principalmente em rituais e datas festivas. Atualmente a bebida representa uma tradição que passa de pai para filho, onde a história dos antepassados é resgatada a cada mateada. No processo de fabricação da erva, os galhos são prensados, torrados e moídos de formas variadas, e transferem diferenciados sabores e características à bebida com ela confeccionada.

       Nas rodas de chimarrão, o mate passa de mão em mão e representa um costume do povo gaúcho, mas, é difícil encontrar homogeneidade na fabricação do mate, ou mesmo nas condições de consumo da bebida, mas, em quase todas as culturas matieriras não mateamos desde pequenos, mas com o passar do tempo chegamos ao grau de maturidade de tomar nosso primeiro mate. Quanta alegria em poder participar de uma tradição, poder carregar consigo um legado de gerações!

    O doce ou amargo da erva mate nos inspira nas lidas diárias e em cada chimarrão que cevamos passamos em poucos instantes a companhia de amigos ou familiares, onde a amizade da longa data engrandece a tradição. Por que não mateamos sozinhos? O sentimento de união e confraternização está sempre presente em uma roda de chimarrão, onde a solidão de uma mateada egoísta ou sem compania, desfaz o místico e o sabor.

     Em uma roda com chimarrão sempre há amizade e discussão de assuntos fúteis ou de impacto, sendo a mateira a nossa amiga de grandes e longas caminhadas. No processo de fabricação da erva mate e do chimarrão, são agregados características peculiares a cada costume ou gosto pessoal, que incorporamos como características de nossa caminhada na sociedade.

      Em nossa vida pessoal, muitas vezes precisamos incorporar a erva mate e passar por processos nada agradáveis, mas, temos a certeza de que a união de uma roda de chimarrão nos faz melhores na caminhada. Em casos mais específicos, nossas características se assemelham aos gostos da erva, como o amargor ou doçura, na qual, compõem uma sociedade repleta de costumes e gostos, que conforme as culturas encontram nas mateadas características especiais e únicas. 

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