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Bote fé na Acolhida

Publicada em 17/09/2015

Quando penso em acolhida, lembro de mãe e, consequentemente, em Maria. Acredito que a jovem Maria cresceu num ambiente acolhedor, onde as pessoas, ao se encontrarem, sorriam, abriam seus braços e demoravam-se num caloroso abraço. A família de Nossa Senhora era assim. A Bíblia conta que Isabel, prima dela, ao enxergá-la chegando, ficou cheia do Espírito Santo e clamou: “Que honra te receber em minha casa!” (Lucas 1,43). A acolhida foi tão boa que Maria ficou três meses na casa de Isabel.

Mas nem sempre a mãe de Jesus foi recebida de forma acolhedora... Sabemos que Maria e José eram da família de Davi e para lá se dirigiram na véspera do nascimento do menino para participarem do senso. E lá na cidade de seus antepassados encontraram portas fechadas, narizes torcidos e sorrisos amarelos... Como terminou este episódio, todos sabem. Mas ainda continuamos a repetir esta cena, quantas “Marias” e “Josés” já ignoramos em nosso caminho?

Há pouco tempo, li um relato de uma moça que tinha um brechó e recebeu uma senhora bem obesa à procura de roupas para si. Enquanto ela procurava entre as araras uma roupa que lhe servisse, a atendente sentia-se cada vez mais aflita, pois sabia que não havia em seu brechó nada do tamanho que aquela senhora buscava. Orou para que Deus lhe desse as palavras certas para que a cliente não se sentisse ofendida. Depois de uma demorada busca, entristecida, a senhora chegou para a atendente e disse: “É... não tem nada do meu tamanho, né?” Então a moça respondeu: “Como não? Tem sim. Tenho um abraço!” E abrindo os braços, abraçou ternamente aquela senhora que começou a chorar. Disse que entrou na loja procurando uma coisa, mas encontrou algo muito melhor e que fazia muito tempo que ninguém lhe abraçava.

Eu acredito que esta moça é da família de Maria e Isabel. Ela soube acolher com muita simplicidade aquela senhora, na sua necessidade. Ela não sabia qual era esta necessidade, julgava ser de vestuário, mas não. O que aquela senhora precisava, é na verdade, o que todos nós precisamos: de amor, de atenção, de sermos ouvidos quando falamos... A pessoa que se aproxima de você tem uma necessidade. Você consegue perceber?

Convido, então, você a seguir o conselho do Papa Francisco e começar a criar a cultura do encontro. Bote fé na acolhida e seremos todos da mesma família de Jesus, Maria e José!

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