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“Deus sempre está junto com a gente e nunca deixa a gente sozinho”

Publicada em 17/06/2015

Na tarde do último sábado, 13 de junho, quando a Igreja celebrava Santo Antônio, uma pequena e humilde residência era consumida pelo fogo no bairro Forqueta, em Caxias do Sul. Eram 16h quando o fogo começou, precedido de estalos que indicam a ocorrência de um curto circuito.

E na casa estava a aposentada Maria Otília dos Santos, de 69 anos e o filho dela Renato, 50, portador de necessidades especiais. A casa foi totalmente consumida pelo fogo, restando intacta uma imagem de Santo Antônio, impressa num calendário desde 2003. Fato tratado por alguns como divino e por outros como fruto do acaso.

Entretanto, o que merece um destaque especial é a fé de dona Maria, que fez com que a devoção ao Santo crescesse cada vez mais. A devoção cresceu a partir de uma festa da comunidade, cujo padroeiro também é o santo paduano, quando, durante uma Celebração, o vigário paroquial falou sobre a vida, os milagres e o testemunho de caridade impresso na vida de Antônio. Assim, há mais de 20 anos ela adquire o calendário antoniano, sempre recorrendo à sua intercessão.

Para Maria, a fé faz com que o indivíduo tenha uma vida mais tranquila e feliz, mesmo com as dificuldades. Quando o fogo começou, a aposentada gritou por socorro pedindo que alguém socorresse o filho Renato, que vive enfermo. “Se eu perco o Renato, eu perco tudo”, resumiu a mãe, emocionada.

Um grupo de vizinhos se mobilizou para arrecadar alimentos, roupas, além de remédios e de um local para que a família se instalasse provisoriamente. Quando perguntada se, mesmo com a perda da casa e do pouco que tinha, a fé permanecia, Maria Otília declarou, com voz firme: “Deus sempre está junto com a gente e nunca deixa a gente sozinho. Sempre quando me sinto triste, ou angustiada, sinto a mão Dele me segurando.”

Já foram arrecadadas cestas básicas, roupas e remédios que são utilizados por Renato. Além de mandar emoldurar a imagem que se manteve intacta, com a esperança de pregá-lo na parede de uma nova residência da família, Maria lembrou que Santo Antônio partilhava da sua vida e dos bens da fraternidade com os mais sofridos e finalizou dizendo que “Deus sabe o que faz”.

 

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