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Regional Sul 3 emite mensagem de apoio aos trabalhadores e às trabalhadoras

Publicada em 02/06/2015

Nós, participantes da 12ª Assembleia da Ação Evangelizadora da Igreja no Regional Sul 3 da CNBB, reunidos em 29 e 30 de maio, sintonizados com as manifestações dos trabalhadores e trabalhadoras, expressamos nossa solidariedade à população em defesa da dignidade da pessoa e do trabalho, dentro de um processo democrático e participativo. Como afirma o Concilio Vaticano II: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração” (GS, nº 1).

Estamos convictos que não é justo os mais vulneráveis pagarem sempre a conta, como evidenciam muitas medidas de ajuste dos Governos Estadual e Federal e as decisões tomadas pelo Congresso Nacional, aprofundando a precarização das condições de trabalho, retirando direitos e ferindo a dignidade das pessoas.

Fazemos nossas as palavras do Papa Francisco aos representantes dos Movimentos Populares, no encontro com eles, em 28 de outubro de 2014, no Vaticano: “Vocês sentem que os pobres já não es¬peram e querem ser protagonistas, se orga¬nizam, estudam, trabalham, reivindicam e, sobretudo, praticam essa solidarie¬dade tão especial que existe entre os que sofrem, entre os pobres, e que a nossa civilização parece ter esquecido ou, ao menos, tem muita vontade de esquecer... Solidariedade que é lutar contra as causas estruturais da pobreza, da desigualdade, da falta de trabalho, de terra e de moradia, a negação dos direitos sociais e trabalhistas. É enfrentar os destrutivos efeitos do Império do dinheiro: os deslocamentos forçados, as migrações dolorosas, o tráfico de pessoas, a droga, a guerra, a violência e todas essas realidades que muitos de vocês sofrem e que todos somos chamados a transformar. A solidariedade, entendida em seu sentido mais profundo, é um modo de fazer história, e é isso que os movimentos populares fazem.”

Como Igreja, no RS, proclamamos com vigor que “as condições de vida de muitos abandonados, excluídos e ignorados em sua miséria e dor, contradizem o projeto do Pai e desafiam os discípulos missionários a um maior compromisso a favor da cultura da vida”. (Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, nº 62).

Reafirmamos a necessidade de uma Reforma Politica que atinja as entranhas do sistema político brasileiro, continuando a recolher apoios ao Projeto de Lei de iniciativa popular por uma Reforma Democrática e Eleições Limpas da Coalizão Nacional, processo que sabemos que passa fundamentalmente pelo fortalecimento do protagonismo popular e da solidariedade, em especial com os mais vulneráveis.

Defendemos o diálogo entre os diversos setores da sociedade e a corresponsabilidade de cada um na construção da justiça e da paz e, em especial, o papel do Estado como garantidor dos direitos de todos e todas.

                                                                                                                                                           São Leopoldo, 30 de maio de 2015.

Dom Jaime Spengler

Presidente da CNBB Sul 3

Dom José Gislon

Vice-presidente da CNBB Sul 3

Dom Remídio Bohn

Secretário da CNBB Sul 3

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