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Jovens da Pastoral da Juventude refletem sobre afetividade e sexualidade em escola de formação

Publicada em 18/05/2015

Nos dias 16 e 17 de maio, reuniram-se cerca de 80 jovens, na Paróquia Santíssima Trindade, na cidade de Nova Palma, da Arquidiocese de Santa Maria, para as Escolas da Juventude, que se dividem em dois grupos: escola para iniciantes e escola para quem já fez escola. Na primeira etapa da escola para iniciantes, foram 50 jovens dispostos a viverem a tema "Afetividade e sexualidade". Essa primeira etapa teve por assessores Helena Schmitz e Raphael Alves.

Segue relato do assessor Raphael Alves:

Desde a acolhida calorosa, busquei palavras que expressasse os sentimentos do por que estar ali, que mesmo a convite de amigos, eu esperava uma troca de afetos e brincadeiras. Penso que a espiritualidade da juventude, que lá se encontrava, forçou, espontaneamente, que meu desejo ganhasse vida.

Primeiro, pelas várias histórias de vida tecendo-se umas às outras formou uma colcha simbolizada, que pode ser traduzida nas palavras de Álvaro de Campos: “somos o intervalo entre o meu desejo e aquilo que os desejos dos outros fizeram de mim”, e saber que essa diversidade que somos é tão linda, é tão viva, tão sagrada.

Segundo, por vivermos a partir da diversidade, vamos dando sentido à nossa vida pelas escolhas que fizemos e fazemos; pelas respostas que o nosso corpo dá ao ser invadido por toques, sons, cheiros e sabores; por sabermos que mesmos que diversos, somos únicos; que “se não fossem minhas malas cheias de memórias ou aquela história que faz mais de um ano, se não fossem os danos, não seria eu” (Clarisse Falcão), tudo isso tem significado em nossa corporeidade.

Terceiro, por saber que este corpo está em constante interação, buscando completude, seja de amor, amizade, respeito, compreensão, escuta, mas que independente do que buscamos somos sempre seres conhecentes.

Quarto, por saber que este corpo responde socialmente aos problemas do ser-corpo-coletivo, numa ação-reflexão que permite rever posturas opressoras, e que ao nos depararmos com tais situações, exigimo-nos ruptura do velho e, posteriormente, articulação para o novo, mais acolhedor, dialogal, agregador, amoroso e solidário.

Quinto, que independente da nossa sexualidade, seja ela classificada por identidade de gênero, orientação sexual, expressão de gênero ou sexo biológico, ela está em constante construção; e que nós, como igreja jovem, defendemos que a vida seja como for, mas sempre seja respeitada, em dignidade e plenitude.

Por último, por vivenciar nossa vida em um grupo de jovem, além de ser o lugar da felicidade, resistência e paz, antes de tudo, é o lugar do cuidado da vida!

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