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Congresso estadual de teologia em diálogo com outras vozes

Publicada em 13/05/2015

A cada dois anos os institutos e faculdades de Teologia do Rio Grande do Sul realizam um congresso ecumênico (e por que não inter-religioso?), integrando discentes e docentes em estudos e diálogos. Em 2015, dos dias 04 a 07 de maio, aconteceu mais uma edição do Congresso Estadual de Teologia, neste ano em Santo Ângelo, e com o tema “O fazer teológico e os direitos humanos em diálogo com outras vozes”.

O encontro tinha por objetivo buscar projetar o pensamento para além daquilo a que, com muita resistência, ainda permanece ligado em nossos fazeres teológicos, a partir da necessidade sempre maior de dar voz ao sofrimento humano (cf. Oz 6,6; Mt 9,13; 12,7).

Sediado pelo Instituto Missioneiro de Teologia (IMT) conveniado à URI campus de Santo Ângelo, o congresso desdobrou-se em espaços de olhar e escuta às vozes que nem sempre são percebidas em nosso meio. A partir de quatro grandes conferências sobre o fazer teológico, os direitos humanos, a sociedade e o pluralismo religioso, foram realizadas também dez oficinas, oito mesas temáticas e noventa e duas comunicações de trabalhos dos acadêmicos e professores, envolvendo os mais de 350 congressistas participantes.

A teologia, ou o fazer teológico, brotam de uma experiência realizada no chão da vida com Deus, revelado na história por seu filho Jesus. Em nossa caminhada de acadêmicos/as de teologia, ao exprimirmos nosso amor a Deus e aos/às outros/as como a nós mesmos/as, experimentamos aquilo que Simone de Beauvoir expressa ao dizer que “[...]não se é o próximo de ninguém, fazemos de outrem um próximo ao nos fazermos seu próximo por um ato”.

Firmar nossos passos no chão da vida e no seguimento a Jesus Libertador é reafirmar em nosso dia a dia a luta permanente da efetivação dos Direitos Humanos, tendo como horizonte a vida plena de todos e de todas (cf. Jo 10,10). Diante da vida de tantos/as irmãos/ãs nos comprometemos com as causas dos pobres, assumindo em nossos projetos de vida o projeto de vida do mestre (cf. Lc 4, 18-19), assumindo posturas éticas comprometidas capazes de dar novos horizontes para a formação, ainda hoje, do povo de Deus.

Concluindo esse congresso e retornando para nossas realidades eclesiais, pastorais, sociais e acadêmicas, nos inquietamos tanto quanto Clarice Lispector: “Eu antes tinha querido ser os outros para conhecer o que não era eu. Entendi então que eu já tinha sido os outros e isso era fácil. Minha experiência maior seria ser o outro dos outros: e o outro dos outros era eu”.

Como diz a Raquel Pena Pinto, “que a nossa prática teológica seja um serviço de fé na diaconia da libertação, mantendo nossas portas e janelas abertas para o mundo, até o dia em que nossas palavras se tornem inúteis”. Que o vento continue livre a soprar! 

 

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