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O amor verdadeiro não é de novela, diz o Papa

Publicada em 08/05/2015

O amor verdadeiro deve ser concreto e comunicativo, até mesmo os monges, na realidade, não se isolam, mas comunicam e muito. Foi a afirmação do Papa Francisco na homilia da missa celebrada na manhã de ontem (07), na capela da Casa Santa Marta.

No Evangelho de hoje Jesus "nos pede para permanecermos no seu amor". Para isso, o Santo Padre explicou que há dois critérios que ajudam a distinguir o verdadeiro amor daquele não verdadeiro. O primeiro é: o amor está "mais nos fatos do que nas palavras". “Não é um amor de novela", "uma fantasia", histórias que "fazem o nosso coração bater um pouco e nada mais”. Assim, o Papa recordou a advertência de Jesus ao seu povo: "não aqueles que dizem: 'Senhor, Senhor', entrarão no Reino dos céus, mas aqueles que fizerem a vontade do meu Pai, que observam os meus mandamentos”.

Em seguida, o Papa explicou que "o verdadeiro amor é concreto, está nas obras, é um amor constante. Não é um simples entusiasmo. E, muitas vezes, é um amor doloroso: pensemos no amor de Jesus carregando a cruz”.

As obras do amor são as que Jesus nos ensina na passagem do capítulo 25 de Mateus. “Quem ama faz isso: o protocolo do julgamento. Estava com fome e você me deu de comer, etc. Concretamente. Também as bem-aventuranças, que são o ‘programa pastoral' de Jesus, são concretas", afirmou.

O segundo critério do amor, continuou o Papa, é que "se comunica, não permanece isolado. O amor dá de si e recebe, realiza a comunicação entre o Pai e o Filho, uma comunicação que faz o Espírito Santo”.

A este respeito, o Bispo de Roma recordou que "não há amor sem se comunicar, não há amor isolado. Mas alguém pode perguntar – continuou- ‘Mas padre, monges e monjas de clausura estão isolados’. Mas comunicam e muito: com Deus, e também com aqueles que vão buscar uma palavra de Deus... O verdadeiro amor não pode se isolar. Se estiver isolado, não é amor. É uma forma espiritualista de egoísmo, de permanecer fechado em si mesmo, buscando seu próprio bem... é egoísmo".

“É tão simples, mas não é fácil”, alertou Francisco. Porque "o egoísmo, o próprio interesse nos atrai e nos atrai para não fazer e para não nos comunicarmos". Então, o Papa questionou: O que diz o Senhor daqueles que permanecerão em seu nome? “Eu lhes disse essas coisas para que a minha alegria esteja em vocês, e a alegria de vocês seja completa”.

Ao concluir sua homilia, o Papa convidou a pedir “a graça da alegria, aquela alegria que o mundo não pode dar”.

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