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Primeira Comissão para Juventude se despede em clima de unidade e fraternidade

Publicada em 25/04/2015

A eleição da nova presidência da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB (CEPJ) vem acompanhada não só por um clima de despedida, mas também de unidade e amor aos jovens. Após quatro anos à frente da Comissão, o bispo auxiliar de Campo Grande (MS), Dom Eduardo Pinheiro da Silva, deixará a função e também seguirá para uma nova diocese. Além de Dom Eduardo, também fizeram parte da primeira composição da Comissão, o bispo de Caxias do Maranhão, Dom Vilsom Basso; e o de Caruaru (PE), Dom Bernardino Marchió, além de dois assessores nacionais: padre Carlos Sávio Ribeiro e padre Antônio Ramos Prado (padre Toninho).

A CEPJ foi criada por decisão da 49ª Assembleia Geral da CNBB, em maio de 2011, a partir do Setor Juventude, anteriormente vinculado à Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, e do qual Dom Eduardo já era bispo referencial. Para Dom Eduardo, que foi nomeado pelo Papa Francisco como bispo de Jaboticabal (SP) nesta quarta-feira (22), este foi um momento único em sua vida no serviço à juventude.

Um dos momentos marcantes na vida de Dom Eduardo como referencial da juventude foi em maio de 2007. No estádio do Pacaembu, em São Paulo, no encontro do Papa Bento XVI com os jovens, o bispo auxiliar de Campo Grande manifestou o desejo da Igreja e jovens brasileiros para que uma edição da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) acontecesse no Brasil.

A confirmação de que a JMJ aconteceria no Rio de Janeiro aconteceu no mesmo ano de criação da Comissão. Todos esses acontecimentos intensificaram ainda mais a ação da Igreja no Brasil pela evangelização da juventude. Como presidente da instância da CNBB, Dom Eduardo, em conjunto com os outros bispos e seus assessores, esteve à frente das principais ações relativas à juventude brasileira e suas diversas expressões.

Nestes anos de atuação, os membros da CEPJ construíram um processo de envolvimento das diferentes forças que atuam no serviço à evangelização. Uma atividade que exigiu atenção, acolhida, escuta, discernimento, planejamento, acompanhamento, tempo e investimento, a fim de que todos os setores eclesiais façam uma verdadeira opção “afetiva e efetiva” pela juventude. A proposta era conforme aponta do Documento 85 da CNBB – “Evangelização da Juventude”: “Queremos renovar a opção afetiva e efetiva de toda a Igreja pela juventude na busca conjunta de propostas concretas que favoreçam uma verdadeira evangelização desta parcela da nossa sociedade. A responsabilidade de anunciar Jesus Cristo e seu projeto aos jovens convoca-nos a uma constante vigilância para que a vontade de Deus e os sinais dos tempos sejam respondidos de modo adequado, principalmente em uma época de muitas mudanças” (Doc. 85, nº4).

Deste modo, o campo de trabalho da Comissão abrange as diversas experiências de juventude existentes no país: Pastorais da Juventude, Movimentos Eclesiais, Novas Comunidades, Congregações Religiosas que trabalham com juventude, além de outros segmentos envolvidos com evangelização juvenil.

Conheça mais a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude

Assessores nacionais

Após a criação da CEPJ, dois sacerdotes foram designados como assessores nacionais da juventude: padre Sávio, da Arquidiocese de Natal (RN), e padre Toninho, religioso salesiano. Ambos ficaram à disposição integral e diretamente ligados às atividades da Comissão.

De acordo com padre Sávio, esta foi uma experiência de grande aprendizado e conhecimento sobre a Igreja no Brasil, sobretudo quando visitava as dioceses e regionais da CNBB, trabalhando junto aos demais responsáveis e expressões de juventude do Brasil. “Saio deste espaço muito feliz, na certeza de que me esforcei, ao máximo, para cumprir a missão a mim confiada pelos bispos do Brasil. O que levo de mais precioso são os inúmeros amigos que fiz ao longo destes anos”, ressalta.

Padre Toninho ficará ainda na Comissão até dezembro deste ano devido à transição dos trabalhos aos novos assessores. Contudo, já se vê agradecido pela missão realizada: “A minha vida toda foi consagrada a Deus para a juventude. Dom Bosco dizia que nenhum salesiano deve recusar um pedido de nossa Igreja”. O sacerdote relata que, antes de chegar à CNBB, já havia trilhado um caminho no trabalho com os jovens como assessor de pastorais juvenis, como a salesiana e estudantil. “Na comissão, coloquei tudo o que aprendi em favor da evangelização da juventude, acima de tudo preparar adultos para acompanhar os jovens. Louvo a Deus por ter colocado tantos jovens de diversas espiritualidade e cultura no meu caminho”, enfatiza ao destacar que também continuará acompanhando o Projeto #Rota300, “300 anos de bênçãos: com a Mãe Aparecida, Juventude em Missão”.

 

Principais atividades da Comissão

Desde 2011, a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude foi responsável por diversas atividades em âmbito nacional, como a criação de equipes de serviço, organização de eventos, assessoria aos líderes de juventude, animação das dioceses para a JMJ Rio2013, entre outros. Tais realizações sempre tiveram como objetivo cumprir com o papel e missão da Comissão de articular, convocar e propor orientações para a evangelização da juventude.

Essa linha de ação sempre buscou respeitar o protagonismo juvenil, a diversidade dos carismas, a organização e a espiritualidade para a unidade das forças ao redor de algumas metas e prioridades comuns (CNBB, Doc. 85, n. 193) à luz do Documento 85 ”Evangelização da Juventude”, das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e do Documento de Aparecida.

Confira abaixo as principais ações realizadas no primeiro mandato da CEPJ:

1- Criação da Coordenação Nacional da Pastoral Juvenil e Equipe Nacional Jovem de Comunicação;

2- Campanha da Fraternidade de 2013 sobre juventude;

3- Realização de dois Seminários Nacionais sobre Juventude e Comunicação;

4- Seminário Nacional de Juventude e Bioética;

5- Seminário Nacional de Juventude e Missionariedade

6 – 1ª Missão Jovem na Amazônia;

7 – Peregrinação dos Símbolos da JMJ;

8 – Projeto Bote Fé, incluindo o Bote Fé na Vida (corrida de rua), realizada em 44 cidades;

9 – Criação da Equipe Nacional de Subsídios;

10 – Gravação de quatro CDs e um DVD relativos à JMJ e ao Bote Fé;

11 – Participação nos encontros Latino-americanos e do Cone Sul, pelo Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM);

12 – Participação nos Encontros Promovidos pelo Pontifício Conselho para os Leigos (PCL);

13 – Realização de Encontro com Responsáveis Diocesanos da Evangelização da Juventude;

14 – Realização de encontros nacionais de Movimentos e Novas Comunidades;

15 – Reuniões anuais com Movimentos e Novas Comunidades;

16 – Encontro de Revitalização da Pastoral Juvenil;

17 – Formação de Equipe dos padres e bispos referenciais nos regionais da CNBB.

Fonte: Jovens Conectados

 

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