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Papa Francisco aos cristãos: jamais cultivar o ódio

Publicada em 19/04/2015

  • Papa Francisco aos cristãos: jamais cultivar o ódio

O Papa Francisco pediu em sua homilia na Casa Santa Marta, que os cristãos jamais cultivem sentimentos de ódio nem guardem ressentimentos, pois essas são atitudes que acabam explodindo em insultos e guerras.

“É possível que um homem reaja a situações difíceis usando os modos de Deus?” Sim, confirmou o Papa, “é só questão de tempo. O tempo de se deixar permear pelos sentimentos de Jesus”. Francisco o explica analisando o episódio contido na leitura dos Atos dos Apóstolos, quando eles estão sendo julgados no Sinédrio, acusados de pregar o Evangelho, que os doutores não queriam nem ouvir. Todavia, um fariseu, Gamaliel, aconselha a deixar os Apóstolos, porque ‘se a doutrina deles tivesse origens humanas, seria destruída, o que não aconteceria se viesse de Deus’. O Sinédrio aceita a sugestão, ou seja – destaca o Papa – decide ganhar ‘tempo’. Não reage seguindo o instintivo sentimento de ódio, e isto – segundo o Papa – é um ‘remédio’ certeiro para todo ser humano:

Harmonia

“Dê tempo ao tempo. Isto é útil para nós, quando temos pensamentos negativos sobre os outros, sentimentos ruins. Quando temos antipatia, ódio, não deixem que cresçam, parem, deem tempo ao tempo. O tempo coloca as coisas em harmonia e nos faz ver o lado justo das coisas. Mas se reagirmos no momento da fúria, é certo que seremos injustos. Injustos. E faremos mal a nós mesmos. Este é um conselho: o tempo, o tempo, no momento da tentação”.

Quando guardamos um ressentimento, nota Francisco, é inevitável que exploda. “Explode no insulto, na guerra”, observa, e “com estes sentimentos ruins contra os outros, lutamos contra Deus”, enquanto “Deus ama os outros, a harmonia, ama o amor, o diálogo, ama caminhar juntos”. “Acontece comigo também”, admite o Papa: “Quando não gostamos de alguma coisa, o primeiro sentimento não é de Deus, é sempre ruim. Ao contrário, devemos parar – exclama Francisco – dar espaço ao Espírito Santo para que nos faça ir ao justo, à paz”. Como os Apóstolos, que são flagelados e deixam o Sinédrio “felizes” por terem sido insultados pelo nome de Jesus”:

Orgulho

“O orgulho dos primeiros leva a querer matar os outros, já a humildade, também a humilhação, leva a se parecer com Jesus. E isso é algo que nós não pensamos. Neste momento, em que tantos irmãos e irmãs são martirizados em nome de Jesus, eles estão neste estado, têm neste momento a felicidade de sofrer insultos, inclusive a morte, pelo nome de Jesus. Para fugir do orgulho dos primeiros, há somente a estrada de abrir o coração à humildade, e a ela jamais se chega sem a humilhação. Esta é uma coisa que não se entende naturalmente. É uma graça que devemos pedir”.

A graça, concluiu Francisco, “da imitação de Jesus”. Uma imitação testemunhada não somente pelos mártires de hoje, mas também por aqueles “tantos homens e mulheres que sofrem humilhações todos os dias e pelo bem da própria família” e “fecham a boca, não falam, suportam por amor de Jesus”:

“E esta é a santidade da Igreja, esta alegria que dá a humilhação, não porque a humilhação é bela, não, isso seria masoquismo, não: porque com aquela humilhação se imita Jesus. Duas atitudes: a do fechamento que leva ao ódio, à ira, a querer matar os outros; e a da abertura a Deus no caminho de Jesus, que faz receber as humilhações, inclusive as mais fortes, com esta felicidade interior porque estamos certos de caminhar na estrada de Jesus”.

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