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Uma doce Páscoa!

Publicada em 26/03/2015

  • Uma doce Páscoa!

Está se aproximando o tempo em que iremos nos saudar com votos de Feliz Páscoa!E, tempo atrás escutei muitas crianças que gritavam,muito enfáticas, ao sair da escola: “Feliz Páscoa! Feliz Páscoa! Feliz Páscoa! Feliz Páscoa!”.

Como naquelas cenas de filme, elas iam se despedindo e gritavam contentes, talvez sem saber o porquê de estarem tão contentes, gritando esses votos.

Naquele mesmo dia, vi muitas crianças com seus “rostinhos” pintados de coelho. Vendo isso, fiquei a pensar nessa alegria que elas sentiam.

Precisaríamos nós, pintar os rostos de coelho, voltar a termos uma “fé infantil” e abrir os olhos para a essência da Páscoa? No tempo e do jeito que estamos, acredito que é algo muito necessário.

Esse desejo de “pintar o rosto” nasceu em mim durante a semana toda e em outra semana santa (que vivi intensamente), que para muitos é (apenas) a “semana do feriado”. Lembro-me do tempo em que se desejava pintar o rosto, e depois daaula ir até o supermercado, chegar em casa, e não querer mais tirar a tinta do rosto.

Para aqueles que não se lembram do dia de pintar o rosto de coelho, é o dia em que na escola nós aprendíamos sobre os símbolos da Páscoa, falávamos da Paixão de Cristo pela humanidade e ganhávamos muitos ou poucos doces, e, na realidade, nessa última afirmação nem lembro ao certo as quantidades exatas, porque a Páscoa por si só, para mim, já era (e é) doce.

E de fato, me pego a pensar: a Páscoa por si só,é doce! Contudo, nós não entendemos a dimensão dessa “doçura”. Queremosprovar dessa doçura, e que seu sabor não acabe. Queremos que o sabor doce da Páscoa dure muito tempo.

Entendamoso tempo! Passamos quarenta dias nos propondo a uma mudança. Alguns de nós sujeitaram-se a algum tipo de “mortificação”, ou seja, penitência – a qual exigiu algum tipo de sacrifício... Muitos de nós vencemos, chegando ao final da Quaresma podendo dizer: eu consegui atingir meus objetivos! Outros, podem estar chegando ao fim dela, e pensar: porque não consegui?

Repito, entendamos o tempo! Ele é sábio! Durante todos estes quarenta dias, assim como o Cristo no deserto, passamos pela “tentação do desistir”, fomos provados, e certamente no fogo, e, tais quais os elementos químicos, que para estarem puros, são provados a altos graus de calor. Apenas o tempo de exposição ao calor proporciona a “purificação”.

Essa provação, que após superar o tempo, nos torna melhores, mais puros, mais íntegros e em meio a tantas conexões, conectados ao Deus Filho.

Aproximando-nos da Páscoa do Senhor, vamos tentar vivê-la sem pinturas de coelho no rosto e sem nenhumtipo de sabor de chocolate na cesta. Que compreendamos que quem faz a Páscoa doce, somos nós, basta apenas descobrirmos onde, verdadeiramente, é que essa doçura mora.

Eu a encontrei em uma Cruz. E você?

 

 

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