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“Eu vim para servir” (Mc 10,45). E a política com isso?

Publicada em 27/02/2015

  • “Eu vim para servir” (Mc 10,45).  E a política com isso?

Da primeira à última linha, os quatro evangelhos são uma fonte inesgotável de sabedoria e de ensinamento. O centro de tudo é o Mandamento do Amor: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amo”.

Desse mandamento fulcral e divino decorrem todos os demais que regem a vida dos seres humanos. Bastaria sua observância coerente para que a vida em sociedade fosse harmônica e feliz.

Mas é um pouco difícil de compreender e assimilar, para muitas pessoas, em função da multiplicidade de variáveis, pessoais e circunstanciais, que podem provocar desvio de entendimento e, com facilidade, determinar atitudes fundadas no pensamento egoístico.

Ocorre que a sabedoria do Evangelho nos dá outros ensinamentos, corolários ao Mandamento do Amor, que não só o reforçam e complementam como apontam caminhos práticos para o seu exercício.

Então, à pergunta “Como eu posso amar o meu próximo?” vem uma das respostas possíveis que eu mais admiro e, modestamente, procuro praticar: servindo.

“Eu vim para servir”(Mc 10,45).

Esse o lema a Campanha da Fraternidade 2015, que vale para toda a sociedade, mas que é de uma oportunidade ímpar para o tempo político-administrativo que vivemos no Brasil.

Os cristãos em geral creem no Evangelho e, por isso, é seu dever assumir, ideal e amorosamente, o compromisso de servir ao próximo. Quem ama Cristo, deve agir como ele.

Amar, portanto, é mais do que um ideal ou um propósito. O amor se manifesta em gestos concretos, dos quais o serviço é um exemplo significante. Não apenas em grandes realizações, mas especialmente nas ações do dia a dia, voltadas ao bem e à dignidade do outro.

Deve ser assim para os cristãos, claro, mas também para todos, mesmo sem inspiração cristã, ainda que conforme seu modelo.

Vale para as pessoas comuns, mas vale enfaticamente para os homens públicos brasileiros, cuja imagem perante o povo, hoje, é a de que são um bando de aproveitadores, que usam de seus poderes para se servirem do Estado, sugando-o até o limite da insanidade moral.

A história brasileira recente, dos últimos doze anos, especialmente, dá razão ao povo, ainda que injusta para a maioria dos políticos, aqueles que atuam em observância à ética e ao decoro em suas atividades.

De qualquer modo, todos, os certos e os errados, devem aproveitar a grande chamada de consciência que faz a Campanha da Fraternidade, para refletir sobre a finalidade essencial de seus respectivos mandatos, que é a de SERVIR AO POVO.

Servir ao povo, procurando satisfazer as suas reais necessidades enquanto povo.

E não servir-se do povo, enganando-o e roubando-lhe até mesmo a esperança.

Todos viemos para servir.

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