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Em missão pela vida
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Que O deixemos nascer

Publicada em 09/12/2016

A vida é manifestação de Deus! Nela revelam-se a beleza, a música e o silêncio da natureza, e a benção do divino, sempre novo e presente em cada gesto, olhar e cuidado. Como reza o texto de Isaias: “Um ramo sairá do tronco de Jessé, um rebento britará das suas raízes” (Is. 11,1) De algo já existente e criado Deus faz surgir um ‘novo tempo’, um tempo de graça, um kairós que transcende nossos tempos cronológicos, mas não os desconsidera. É nessa história, nesse tempo cronológico, em nossas realidades, em nossos sentidos existenciais, em nossas relações familiares e comunitárias que brota a esperança. ‘Esperança esperada’, mas também vivida e não deixada somente para o futuro. É como reza a ‘escatologia’, dimensão teológica das realidades futuras: “um já ainda não”, quer dizer, algo possível de viver que sempre poderá ser renovado porque dinâmico, não estático, não acabado. Em outras palavras viver o bem, amar, querer bem, cultivar o cuidado um com o outro e consigo mesmo sempre será necessário, novo e nunca acabado. Sempre será necessário amar, cuidar, querer bem, acreditar... até o dia da ‘realidade plena’, sem esquecer que o ‘céu começa em cada um’.

A esperança nasce de coração e das atitudes de cada um. É decisão! Nasce do sentir o Sagrado Espírito, sopro e alento da vida, força motivadora e acreditar que Ele está presente em tudo e em todas as situações. É a chamada “espiritualidade horizontal”, quer dizer: reconhecer que Ele é presente e nos fala por meio dos acontecimentos, encontros e desencontros da vida. Os “místicos horizontais”, os “contemplativos na ação”, são capazes de reconhece-Lo, ouvir sua voz, senti-Lo presente como a grande força e esperança de renovar todas as coisas (Ap 21, 5). O olhar de uma criança e de um idoso, o olhar de um jovem e de um adulto é o olhar de Deus. O gesto de acolhida e cuidado de alguém para outro alguém, é Deus que se revela presente. E os fatos de violência, de morte, de destruição? É a voz de Deus que clama “Eu vi, eu vi a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi o seu clamor por causa dos seus opressores; pois conheço as suas angústias. Por isso desci a fim de libertá-lo...” (Ex 3, 7-8); precisamos muito ouvi-Lo para sermos agentes de transformação, de esperança, de novo tempo.

O Advento não acontece sem “a partir de”. Não sonhemos realidades partindo do nada, de anjos que sobem e descem, mas de realidades próximas onde Deus se revela e pede   que “acordemos” de nossas dormências e insensibilidades. Somos por realidade humana seres de aisteses, de sensibilidade, não de anestesis, anestesiados e insensíveis. Que seja em uma gruta, que seja em baixo de um viaduto, sobre uma moto, dentro de um carro, no estádio de futebol, recordando a emocionante celebração no estádio do Nacional de Medelín manifestadora de humanidades e crença em Deus. Que seja em torno da mesa ou sentados em uma praça, que seja na dança, na música, nas cirandas, nas ruas, nas igrejas...  Que seja em todos os lugares! Que Ele nasça e o deixemos nascer, nossa Esperança, nossa Luz, Jesus, nosso sentido de existir e ser seres de amor.

 

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