E aí tchê
Em missão pela vida
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Um coração sempre a espera do reencontro

Publicada em 09/12/2016

Estamos vivendo o advento e nosso coração fica ansioso pelo reencontro com o menino que vai chegar. É como se nosso coração vivesse o hoje e em cada batida, ansiasse pela chegada daquele que está por vir.

Pois é, sei bem como é viver com o coração em constante espera. Há dez anos eu vivo longe da minha família e meu coração tá sempre dividido. Um pedaço com aqueles que eu amo e que estão distantes fisicamente e o outro pedaço, junto de mim, vibrando por cada passo dado nessa empreitada.

Em 2006, deixei a Diocese de Uruguaiana e subi a serra, vim fazer morada na Diocese de Caxias do Sul. Lembro-me muito bem daquele dia, mochila nas costas, coração na mão, lágrimas nos olhos, a família do lado de fora do ônibus e um sonho pra realizar. Era hora de ir, porque entre o sofá confortável e um par de sapatos, eu sempre escolhi os sapatos e novos caminhos a trilhar. Chegaram os dias de construir meu mundo, minha história e de realizar tudo que sempre sonhei. Então, com a certeza de que Deus estava comigo e que me ampararia em cada queda  e cada alegria desse novo caminho, calcei meus sapatos e fui.

E esse Deus que não cansa de nos surpreender, me mostrou que a jornada estava apenas começando, pois eu ia me reencontrar com Ele muitas vezes por aqui. Eu tinha conhecido esse Jesus maravilhoso no inicio da minha caminhada jovem lá em Uruguaiana, onde tive meu primeiro encontro profundo com Ele, nos retiros e no grupo de jovens que participava, mas cheguei a pensar que em Caxias minha missão não continuaria, achei que tava de bom tamanho até ali e que aqui eu não teria tempo para continuar.

Mas eu estava enganada, ainda bem que Jesus nunca cansa de renascer em nós e nos mostrar novos caminhos para continuar a missão que Ele nos confiou. A saudade de casa apertou, ficou quase insuportável viver longe dos meus, então Ele me deu a oportunidade de reencontrá-lo no colo da sua mãe Maria, e naquele colo de mãe eu encontrei amparo, carinho e acolhida.

Então, perseverando de mês em mês, me lembrando a cada dia dos sapatos que eu calcei e da missão que Ele me confiou tantas vezes, dez anos se passaram e a diocese de Caxias do Sul, já é minha casa, é a minha terra santa e o meu campo de missão. Claro, que um pedaço do meu coração vive naquela diocese da fronteira, com todos aqueles que amo e que mesmo de longe são fundamentais para que eu siga em frente.

A missão aqui ou lá, não pode parar, tem sempre um novo rumo a seguir. Deus não cansa de nos surpreender e amar. Aqueles que Nele confiam nunca ficarão sozinhos. A distância machuca, mas é sempre natal quando nos reencontramos. É sempre natal quando sabemos porque esperamos, é sempre natal no coração daqueles que creem.

E se eu tivesse que descrever o natal, diria que ele é como aquele abraço gostoso de reencontro, de quem sentia muitas saudades, de quem te ama não importando o quão distante você está, aquele abraço de quem ficou contanto os dias e as horas para te reencontrar. Pois é, o natal está chegando, o menino vai chegar, Ele está louco de saudades de você. Deixe-se abraçar, no abraço Dele, é natal todo dia!

 

 

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