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A juventude e os seus vínculos

Publicada em 03/01/2015

  • A juventude e os seus vínculos

O ser humano nasceu para ser gregário, ou seja, estar inserido em um grupo. É possível escolher uma opção contrária, porém não sem muita luta e sofrimento. Ao se estabelecer uma relação entre cada participante de um grupo, podemos concluir que entre eles se deu o aparecimento de um vínculo.

Um grupo é muito mais do que a soma de partes individuais, não existe apenas um ajuntamento de individualidades em torno de alguma tarefa, cada um contribui com o que possui de positivo ou de negativo para a formação do funcionamento grupal; com a contribuição de cada participante deixa de existir apenas o “eu” e o “tu”e passa a existir o “nós”. Entretanto torna-se um problema buscar equilíbrio entre a manutenção da singularidade e a possibilidade da coletividade. É importante ter clara esta noção quando estamos trabalhando em nossos grupos.

A juventude tem em si a característica de estabelecer vínculos, é próprio deste período do desenvolvimento a busca por grupos, tribos... Porém no mundo contemporâneo cada vez mais estes vínculos tem se caracterizado por sua intensidade e brevidade. A intensidade se dá no viver tudo no aqui-e-agora, não deixando margem para frustrações, esgotando toda e qualquer forma de satisfação possível. Não apenas assim, mas em tempo muito breve (breve mesmo): num encontro, num clique, num momento.

Nossos grupos de juventude tem sofrido muito com a dinâmica que tem se estabelecido, diversas vezes não param para pensar com seus assessores, tios e aqueles que levam a frente os grupos de que talvez certas práticas não respondem mais aos anseios daqueles que os procuram Tal realidade nos questiona e inquieta: atender ao que a juventude de hoje quer ou sustentar remédios que a longo prazo darão efeitos? Uma resposta imediata pode ser precipitada e não dar a devida importância à complexidade envolvida na pergunta. É preciso ter em conta que cada uma das opções carrega em si possibilidades e preocupações.

Muitas vezes tem-se a compreensão de que um encontro breve e intenso será o suficiente para acender na juventude um ânimo e a perseverança. Contudo o remédio é antigo: criar vinculo. Como se criam os vínculos? Com paciência, com despretensão de pressa, com interesse pela vida do outro, com compreensão sobre o meu tempo e o tempo do outro. É preciso não apenas ajudar o jovem a fazer isso, mas é preciso acreditar que a juventude tem a capacidade de estabelecer vínculos que vão durar para a vida inteira.

Se a Igreja é uma casa, se somos todos irmãos, não há melhor lugar para aprender a estabelecer vínculos como os grupos de jovens, com tios e tias, assessores e assessora que gastam seu tempo ensinando e aprendendo que uma conversa sem pressa, uma escuta sem pré julgamentos e uma palavra que compreende tem o poder de gerar relação para toda a vida.

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