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Desejo um 2015 com mais Malalas

Publicada em 31/12/2014

  • Desejo um 2015 com mais Malalas

No dia 10 de dezembro do ano passado completei 30 anos e nesse mesmo dia em Oslo (Noruega) foi entregue o prêmio Nobel da Paz a paquistanesa de 17 anos: Malala Yousafzai. Sugiro lembrarem essa data todos os dias desse novo ano. Sim, anotem no calendário. Não se lembrem desse dia somente pelo prêmio que Malala ganhou e sim por ser o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Essa data foi instituída pela ONU na década de 50 e teve como objetivo destacar o caminho a ser trilhado por governos e pessoas para efetivar os preceitos da declaração. Mas qual o valor de um dia? Um dia não muda a vida do mundo. Será?

Quem tem 30 anos? Quem leu os 30 artigos da Declaração dos Direitos Humanos? Quem faz voluntariado? Quem já viajou para o Paquistão? Quem luta diariamente pela educação? Quem tem mais perguntas que respostas na vida? Ok. Exagerei nas perguntas, pois as considero mais importantes que as respostas.

Mas o que me liga a Malala e o Dia Internacional dos Direitos Humanos não é definitivamente o dia 10 de dezembro. O que me liga é a disposição de viver por um Grande Ideal. Um Ideal de um mundo unido. Um Ideal que mira cada ser humano como um irmão que faz parte de uma grande família independente de idade, gênero, cor, religião, partido político, classe social, etc.

Mesmo se parece uma utopia esse Ideal une diariamente milhares de homens e mulheres para construírem pontes de fraternidade nos cinco continentes. De fato, as personalidades que marcaram positivamente a história da humanidade viveram por um Grande Ideal. Vale lembrar: Gandhi, Edith Stein, Martin Luther King Jr., Nelson Mandela, Madre Teresa de Calcutá, Chiara Lubich, Zilda Arns, Paulo Freire, etc.

A Malala Yousafzai é um exemplo de jovem que já deixou o mundo mais fraterno. Ela foi a mais jovem premiada com o prêmio Nobel da Paz pela sua “luta contra a repressão das crianças e dos jovens e pelo direito de todas as crianças à educação".

Em 2012 Malala morava na província de Khyber Pakhtunkhwa no Paquistão e foi baleada na cabeça a bordo de um ônibus escolar pelo Talibã: movimento fundamentalista islâmico nacionalista que impede as jovens de frequentarem a escola; a educação é vista por eles como ameaça. Após ser baleada Malala se transferiu para o Reino Unido.

Infelizmente, os talibãs ainda não entenderam a mensagem dela e no dia 16 de dezembro de 2014 promoveram o ataque mais sangrento da história paquistanesa mataram mais de 130 estudantes com idade entre 10 e 18 anos em uma escola em Peshawar no noroeste do país. 

Onde iremos parar se continuarmos assim? Desejo para 2015 mais Malalas no mundo. Ela fez das suas fragilidades um trampolim para gritar ao mundo seu desejo secreto de liberdade. Que em 2015 o grito corajoso dessa paquistanesa continue ecoando e contagie muitos corações a promoverem a “educação” no sentido mais pleno da palavra. Afinal, Malala não sabe usar armas; sabe usar o coração.

Raffael Tronquini
Publicitário formado pela Unisinos. Já participou de diversos projetos patrocinados pela União Europeia na Itália, Portugal e Hungria. Atualmente, é voluntário na ONG AFASO, faz o MBA em Gestão de Projetos da ESPM e trabalha nas rádios do Grupo RBS.

 

Galeria de imagens (2 fotos)
- 1/2 - Em 2013 Malala foi escolhida pela revista americana Time como uma das mulheres mais influentes do mundo. (Créditos: Nicholas Kamm / AFP)
- 2/2 - Malala Yousafzai posa com a medalha e diploma durante a cerimônia de premiação do Prêmio Nobel da Paz em Oslo. (Créditos: Reuters)

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