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Família: manifestação do Amor

Publicada em 25/12/2014

  • Família: manifestação do Amor

Deus é amor (cf. I Jo 4,8), e o amor é como Deus se revela.

Assim começou o anúncio das manifestações de Deus em nossas vidas, para mim e para muitos dos que vão ler este texto. Todos nós que tivemos uma experiência de evangelização querigmática iniciamos a caminhada do conhecimento de Deus com esta grande verdade de nossa fé: Deus é Amor!

E as manifestações do amor de Deus por seus filhos são diversas, algumas mais suaves outra bem mais intensas, mas todas, igualmente, manifestações de um amor que é descrito pelos Profetas Bíblicos: pessoal, eterno, incondicional e maior do que qualquer outro amor.

Logo no início das Sagradas Escrituras encontramos a primeira grande manifestação do amor de Deus: a Criação. De modo especial, no contexto da criação do mundo, destaca-se a criação do homem e da mulher, coroando a obra de Deus.

Ao contemplar a sua obra, Deus vê que todas as coisas eram boas, mais do que isso, que a criação do homem era muito boa (cf. Gn 1,31), mas, Deus reconhece que “não é bom que o homem esteja só” (cf. Gn 2,18).

Assim, conforme o projeto de Deus, homem e mulher deixam seu pai e sua mãe, e se unem, para formar uma só carne: uma família (cf. Gn 2,24).

Dentre todas as relações humanas, as relações familiares são aquelas que expressam, de modo mais fiel, o grande amor que Deus tem por seus filhos. O amor entre os cônjuges, o amor dos pais para com seus filhos, o amor dos filhos para com seus pais, e o amor entre os irmãos, são muito semelhantes ao amor de Deus. Claro que semelhantes, sim, mas idêntico, não. Não somos perfeitos como Deus é perfeito, mas esta perfeição é nossa vocação (cf Mt 5,48).

Há alguns anos atrás, enquanto estávamos gestando nosso segundo filho, uma menina (a Ana Maria, hoje com 4 anos), minha esposa e eu nos perguntávamos se teríamos capacidade de amá-la de modo tão intenso como já amávamos o primeiro, um menino (o Pedro José, hoje com 06 anos).

Esta dúvida surge, exatamente, da imperfeição de nossa natureza humana, que mencionei antes. Mas, ao contemplar a criança, primeiro nas ecografias, depois nas mexidas no ventre, e, finalmente, face a face no parto, tudo se iluminou e já fazíamos a mesma experiência de amor já conhecida.

Como humanos, nos perguntamos: como é possível? Mistério... Mas, Deus nos explica, e mais do que isso nos dá o exemplo. Um amor que se doa, capaz de grandes renúncias e sacrifícios, que se multiplica e se expande.

Assim, contemplando uma família, “enxergamos” o amor que os une, e fazemos uma experiência de relacionamento com Deus. Pois é isso que uma família manifesta: o amor, e ao mesmo tempo, Deus.

A foto que ilustra este texto tenta ser testemunha disso: a alegria de uma família Cristã, que busca viver o Amor e o Evangelho, e assim revelar Deus para todos.

Tais manifestações de amor se revelam em quaisquer dos modelos de famílias dos quais a sociedade atual é constituída, pois todas estas relações estão embasadas no amor, Mas sabemos que quão mais próxima de Deus, quão mais fiel ao seu Evangelho, maiores as chances de alcançarmos a felicidade, pois estando próximos de Deus, o sentiremos atuar em nossas vidas.

Que neste Natal, que é tempo propício para nos reunirmos em família, muitas vezes em torno da mesa, possamos nos permitir experimentar este amor que nos une, e deixar transbordá-lo para os que estão ao nosso redor, testemunhando as alegrias de uma vida com Deus, em família.

 

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Sidnei Agra é do Movimento de Casais Jovens e da Equipe de Comunicação do Eai?Tchê.

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