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Um conto de Natal para refletir

Publicada em 23/12/2014

  • Um conto de Natal para refletir

Charles Dickens (1812-1870), literário inglês, em dezembro de 1843, publicou Um conto de Natal. O personagem principal é Ebenezer Scrooge, um velho de negócios. Quando seu sócio, Marley, morreu, Scrooge continuou com a firma no escritório Scrooge & Marley.

Na véspera de Natal, Scrooge é convidado pelo sobrinho para passar o dia de Natal com sua família, mas o tio diz: “Natal é uma bobagem.” Seu empregado, por ocasião do Natal pede folga e aumento de salário, porém o velho não concorda com o pedido. No mesmo dia, dois homens chegam ao escritório e pedem-lhe que dê contribuição aos necessitados. Também eles saem de mãos vazias. A fama do senhor Scrooge é a pior possível. Ele é rude, estúpido e distribui antipatia. A sua preocupação é a riqueza. Vive fechado em seu mundo.

A noite de Natal chegou, Scrooge encontra-se em seu quarto com roupa de dormir quando aparece um fantasma. O espírito de seu amigo Marley vem lhe visitar. Aparece acorrentado e diz que Scrooge está no mesmo caminho. Conta que sofre muito com o peso das correntes devido à ganância, frieza e egoísmo de quando em vida. O velho fica assustado com a visão, mas o fantasma, antes de ir embora, avisa que ele será visitado em breve e em horas marcadas por três outros espíritos. Ao desaparecer o fantasma acorrentado, Scrooge fica refletindo se tal acontecimento é real ou um sonho e não quer dar crédito ao ocorrido. Contudo, o recado o deixou apavorado, que se pôs a esperar a hora determinada para ver o que aconteceria. 

Aparece-lhe então pela janela o primeiro espírito. É o espírito dos Natais Passados. Este o convida e logo conduz aos seus natais já vividos. Mostram-lhe sua infância, suas vivências natalinas, bem como a situação pobre que deixava de ser a maior preocupação perante as irmãs cheias de alegria e satisfação contagiadas pela chegada do Natal. Ele se vê em todos esses momentos junto aos seus amigos, pais e parentes.

O segundo espírito é o do Natal Presente. Este lhe transporta para a casa de seu sobrinho e de seu empregado. Na casa do sobrinho, vê todos dançando, celebrando a fartura da comida e a alegria. Num determinado momento lembra-se do tio, mas com pena e antipatia, pois havia sido convidado e não quis comparecer. Na casa do empregado, seus filhos e esposa odeiam o patrão e nem querem lembrá-lo pelo modo indelicado com que trata o pai e esposo.

O terceiro espírito é o dos Natais Futuros. Este o conduz para o futuro. Ele vê pessoas conversando tranquilamente sobre um defunto e outros vendendo suas coisas. O espírito mostra-lhe um homem morto em cima de uma cama, menos o seu rosto. Dessa maneira, Scrooge não consegue saber que é o homem morto, despertando assim, muita curiosidade, pois ele não se via nas cenas mostradas e nem em seu escritório. Por fim, o espírito leva-o até o cemitério da cidade e aponta para um túmulo mal conservado e escondido no qual tem escrito na lápide: Ebenezer Scrooge. O velho Scrooge cai em desespero e pede perdão ao espírito; promete ser diferente com as pessoas, mudar de vida, viver cada natal com intensidade. Logo se vê aos pés da cama em lágrimas. Ao refletir a mensagem dos espíritos, compreende a lição e muda sua postura em relação ao dia de Natal. Passa a noite feliz e rindo muito.

No dia seguinte coloca sua melhor roupa, envia um peru bem grande ao seu empregado, visita a família de seu sobrinho e passa o dia de Natal com eles. No primeiro dia de trabalho, após o Natal, aumenta o salário de seu empregado e faz uma generosa contribuição aos homens que lhe pediram doação. Enfim, sua fama de bondade e generosidade correu pela cidade e muitos riram de sua radical mudança de vida, pois mostrou que então compreendera a lição de Natal.

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