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Falar da experiência de perdão é falar de Amor

Publicada em 19/12/2014

  • Falar da experiência de perdão é falar de Amor

Falar de experiência de perdão é falar de Amor. Amor de Deus para conosco, de conosco para os outros e consequentemente para toda a criação.

Outro dia lendo um pequeno livreto do Cardenal Jorge M. Bergoglio, Sj, intitulado Sobre La acusación de si mesmo, (Buenos Aires: Editorial Claretiana, Julio de 2013), me deparei com o seguinte: acusar-se a si mesmo supõe valentia pouco comum para abrir a porta a coisas desconhecidas e para deixar que os outros me vejam além da aparência (tradução literal do espanhol). E pus-me a perguntar: como tem sido a experiência do perdão na minha vida, na vida dos que estão comigo e dos que irei encontrar? Na busca de respostas procurarei expor aqui neste texto algumas coisas que tem me ajudado nesta vivência.

Um primeiro passo é reconhecer-se pequeno, dependente do Amor que reconcilia, que apazigua o coração e que te ajuda a recomeçar.

Um segundo passo é fazer a memória de sua vida, do seu dia-a-dia, do que me afeta tanto para contribuir com minha alegria ou tristeza.

Um terceiro passo é dispor-se a fazer diferente com a firme convicção que não estará sozinho na jornada.

Por que esses passos se fazem necessários a partir do acusar-se a si mesmo? Porque o rancor, a malícia, a maldade conservados por muito tempo, torna a pessoa cruel, solitária, autoritária, fechada para si mesma e os outros rompendo com o sonho comunitário de Deus.

Bergoglio nos diz que o acusar-se a si mesmo (que é um meio) radica a opção fundamental pelo anti-individualismo, pelo espírito de família e de Igreja que nos conduz a assumir como bons filhos e filhas, como bons irmãos e irmãs e chegarmos a sermos bons homens e boas mulheres (grifo meu). Acusar-se a si mesmo supõe uma postura basicamente comunitária (tradução livre).

E, neste tempo de Advento convém realizarmos estes passos e ouvirmos o Profeta Joel: “Diz o Senhor, voltem para mim de todo o coração. Dilarecem seu coração, e não suas vestes. Voltem para o Senhor, seu Deus”. E ao voltarmos a Deus fazemos a experiência do perdão, do “Amor que torna comum tudo o que tem, revela-se na comunicação. Não existe fé verdadeira que não se manifeste no amor não é cristão se não é generoso e concreto. Um amor decididamente generoso é um sinal e um convite a fé. Quando tomamos a sério as necessidades de nossos irmãos, como o fez o bom samaritano, estamos anunciando e tornando presente o Reino” (BERGOGLIO, Jorge M. Deus não se cansa de perdoar: mensagens de misericórdia. São Paulo: Editora Ave Maria, 2014. P 47). Aí então estaremos fazendo a experiência de viver o perdão.

* Diocese de Bagé

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