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Vaticano reconhece milagre em Porto Alegre

Publicada em 19/11/2014

  • Vaticano reconhece milagre em Porto Alegre

O Vaticano reconheceu como milagre um caso que ocorreu em Porto Alegre. Um homem que tinha sofrido uma parada cardíaca foi operado enquanto era reanimado por longo tempo e viveu 18 anos após o episódio. O Vaticano reconheceu esse caso como milagre no processo de beatificação de Madre Assunta Marchetti, concluído no final do mês e comemorado com missa na Catedral de Porto Alegre no domingo passado.

A missionária italiana passou a maior parte da vida no Brasil, atuando em São Paulo e nas cidades gaúchas de Farroupilha, Nova Bréscia e Bento Gonçalves. Ela morreu em 1948, mas o episódio que deu origem ao milagre ocorreu bem depois, em 1994, dentro do Hospital Mãe de Deus. O cardiologista Jorge Ilha foi uma das testemunhas ouvidas no processo do Vaticano. Foi Ilha o primeiro a perceber que o engenheiro do hospital, Heraclides Teixeira Filho, estava tendo um infarto.

Eles se cruzaram pelo corredor, quando Heraclides começou a passar mal. Durante o diagnóstico, ele teve uma parada e, rapidamente, iniciou-se o processo de massagem cardíaca. Ao mesmo tempo, a sala e a equipe cirúrgica estavam prontas para recebê-lo, porque se preparavam para iniciar o procedimento em outro paciente. O cardiologista, que se considera um cientista sem religião, diz que não cabe a ele julgar se o que aconteceu naquele dia foi um milagre ou não, mas admite que foram muitas coincidências no caso.

“Ficamos fazendo massagem durante um tempo muito grande, levamos o Heraclides ao bloco cirúrgico sofrendo massagem durante todo o processo. Operamos um morto – relatou o médico, acrescentando que tudo isso ocorreu durante cerca de uma hora”.

Ao mesmo tempo em que era operado, a irmã Jacira Onzi, de 82 anos, relembra o que ocorria em outro ponto do hospital.

“Nós estávamos almoçando, e a irmã Gema, que estava no bloco cirúrgico, ligou para nós dizendo que o Heraclides tinha feito uma cirurgia, mas que o caso era grave, era quase impossível que ele pudesse resistir. Então a madre Alice, que era nossa presidente na época, pegou um santinho com a imagem da madre Assunta e colocou no sacrário”, relembra.

Em seguida, todas as irmãs começaram a rezar. Heraclides não teve nenhuma sequela do episódio e morreu 18 anos depois, em 2012. O processo de reconhecimento do milagre no Vaticano durou quase 15 anos. Para madre Assunta ser considerada santa, ela ainda precisa ter mais um milagre reconhecido.

Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre, destacou que um dos principais benefícios desta beatificação é a popularização de madre Assunta. Ele também reforçou que a Igreja é muito prudente quando acompanha esses processos. “É um longo caminho até se chegar à declaração de beata, de que essa mulher é capaz de coisas extraordinárias”, disse.

*Informações da Rádio Gaúcha

 

 

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