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A Igreja esposa espera o seu esposo! – Catequese com o Papa Francisco

Publicada em 20/10/2014

  • A Igreja esposa espera o seu esposo! – Catequese com o Papa Francisco

     Nesta Quarta-feira (15 de Outubro), como de costume, o Papa Francisco foi à Praça São Pedro para a Catequese. O tema que vem sendo desenvolvido já nas últimas catequeses é a Igreja, a “santa mãe Igreja hierárquica, o povo de Deus em caminho”.

 

     Já é uma característica das falas do Papa Francisco trazer questionamentos retóricos, questionamentos profundos, extremamente objetivos, reflexivos, e na catequese de hoje não foi diferente, quando Francisco pergunta aos fiéis: “E no fim, o que será do povo de Deus? O que será de cada um de nós? O que devemos esperar?”. E ele mesmo dá pistas da resposta trazendo uma fala de São Paulo na carta aos Tessalonicenses, que segundo ele é uma das mais belas falas do Novo Testamento: “E assim para sempre estaremos com o Senhor!” (1 Ts 4 , 17).

     O grande destaque do Papa para estas palavras do apóstolo Paulo, que respondem às perguntas trazidas no início, é o grande caráter de esperança, não uma pequena esperança, mas a real esperança cristã fervorosa.

     Nessa dimensão, citando o Apocalipse, o Santo Padre diz que a Igreja é “o povo de Deus que segue o Senhor Jesus e que se prepara dia após dia ao encontro com Ele, como uma esposa com o seu esposo. E não é só um modo de dizer: serão as verdadeiras e próprias núpcias!” isso porque através da entrega de Cristo, sendo homem, morrendo na cruz e ressuscitando, faz-se esposo do povo de Deus e é este o grande designo de amor e comunhão, a verdadeira e eterna aliança. O Papa destaca que ainda no Apocalipse São João nos diz que a Igreja, esposa de Cristo é também a “nova Jerusalém”, ou seja um lugar de convivência e relacionamento humano, símbolo de união, sem isolamentos, e distinções, formando como uma tenda, “a tenda de Deus”.

     Francisco volta então a falar sobre a esperança cristã, e salienta que acreditando em tudo isso, é impossível que não sintamos esperançosos. Mas a grande ênfase é que nossa esperança não é mero otimismo. A esperança do Cristão é uma espera fervorosa, animadora, apaixonada, confiante no cumprimento do grande mistério do amor de Deus, no qual, segundo o Papa, “renascemos e já vivemos”. A esperança pela vinda daquele que vai chegar e que se faz mais próximo a nós, em cada situação, dia após dia.

     E então, o Papa Francisco, como sucessor de Pedro, evidencia que a Igreja tem “a tarefa de manter acesa e bem visível a lâmpada da esperança, para que possa continuar a resplender como sinal seguro de salvação e possa iluminar toda humanidade no caminho que leva ao encontro com a face misericordiosa de Deus”.

     Sobretudo para nós, como jovens cristãos católicos, fica a grande importância de vivermos o nosso cotidiano de forma esperançosa, em uma espera ativa, com os olhos voltados ao céu, para o que é definitivo. Que nossas atitudes no dia a dia, revelem, de forma extremamente simples, a grande espera pelo que virá. E esta esperança amorosa e confiante é o que trás a alegria, verdadeiro e profundo sentido à vida e à ação missionária.

     O Papa conclui trazendo questionamento extremamente importantes, e de uma forma muito especial para nós que trabalhamos e somos chamados à sermos protagonistas da nova evangelização: “somos realmente testemunhas luminosas e credíveis desta espera, desta esperança? As nossas comunidades vivem ainda no sinal da presença do Senhor Jesus e na espera calorosa da sua vinda, ou parecem cansadas, entorpecidas, sob o peso do cansaço e da resignação?”

     "Estejamos atentos!” é o grande conselho da Francisco, invocando a Virgem Maria, para que “nos mantenha sempre em uma atitude de escuta e de espera, de forma a poder estar já agora permeados pelo amor de Cristo e participar um dia da alegria sem fim”.

 

Acesse aqui a Catequese na íntegra.

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