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Esperança do amanhecer

Publicada em 21/07/2014

Passada a euforia da Copa do Mundo, é hora de lembrar, e celebrar, o primeiro ano de um evento que mexeu com o Brasil, deixando marcas positivas que certamente perdurarão por muitos anos ainda – a Jornada Mundial da Juventude. Entre os dias 23 e 28 de julho, podemos dizer que o Rio de Janeiro foi a sede da Igreja – aqui estavam o Papa, alguns cardeais da cúria romana, bispos, padres, diáconos e leigos de todo o mundo, reunidos para o maior evento católico do mundo.

As JMJs, iniciadas no pontificado de São João Paulo II (1978- 2005), são encontros do Papa com os jovens de todas as partes do mundo, que ocorrem de três em três anos, em um determinado país escolhido pelo Vaticano. Cada Jornada tem um tema, refletido pelo Papa ao longo de uma semana de intensas atividades. O líder da Igreja incentivando os jovens a viverem a radicalidade do Evangelho em seus países, no dia-a-dia. A Jornada não se encerra com a missa do domingo, que não é chamada missa de encerramento, mas de envio, uma vez que os jovens são de fato enviados de volta às suas dioceses, onde devem proclamar a maravilhas que vislumbraram no encontro com o Papa. Os jovens devem repassar aos que não foram à JMJ tudo o que foi vivido, e, incentivados pelo evento, desenvolver projetos de evangelização da juventude.

A realização da JMJ em nosso país foi anunciada na missa de encerramento da Jornada de 2011, em Madri, pelo Papa Bento XVI. Eu estava lá, e ouvir do Santo Padre que a próxima JMJ seria no Rio de Janeiro foi indescritível. Jovens de várias nacionalidades que estavam próximos ao nosso grupo de gaúchos vieram nos parabenizar, e dizer que estariam aqui em 2013.

O Brasil se preparou, se organizou, e fez bonito. A Cruz e o ícone da JMJ percorreram os quatro cantos do país, e os jovens brasileiros deram um show de fé, de alegria e de amor a Jesus Cristo, organizando missas, shows com músicas católicas, momentos de adoração e louvor, que foram chamados pela CNBB de “Bote Fé”. Igrejas cheias, jovens rezando fervorosamente, animando suas comunidades, sem timidez para dizerem que são cristãos e que querem ser santos, foi o que vimos em cada evento do Bote Fé.

O Rio de Janeiro, conhecida como a “Cidade Maravilhosa”, foi também a cidade da fé para milhões de jovens. Durante uma semana, eles rezaram, cantaram, se confessaram, participaram de momentos celebrativos intensos, conviveram com as famílias cariocas, e, claro, ouviram com atenção o que o Papa Francisco tinha a lhes dizer. Uma das mais belas imagens que ficaram da JMJ no Rio de Janeiro foi aquela imagem aérea feita da Praia de Copacabana durante a missa de envio, na manhã do dia 28 de julho. 3,5 milhões de jovens reunidos numa das praias mais belas do mundo não para se banhar no mar ou assistir a um megashow de alguma famosa banda de rock, mas para ouvir um homem de 77 anos, o Papa, que exortou os jovens para que fossem revolucionários, que nadassem contra a corrente do consumismo, do individualismo, dos relacionamentos sem compromisso. Durante a missa de encerramento, Francisco abordou três pontos, fundamentados no tema da JMJ: ide, sem medo, para servir. Os jovens devem ser evangelizadores, devem levar a Palavra de Deus a todo o mundo, sem medo, e devem fazer isso em espírito de serviço, como fez Jesus.

A lição que tirei das duas JMJs que participei foi que, ao contrário do que muitos dizem, a Igreja não é uma instituição velha e retrógrada que não atrai mais os jovens. Eles querem sim ouvir a voz da Igreja, e uma Igreja liderada por um homem de 77 anos- lembrando que em Madri Bento XVI tinha 84 anos. Os jovens esperam ansiosamente cada Jornada, porque querem ouvir o que o Papa tem a lhes dizer. São João Paulo II foi com certeza muito inspirado por Deus ao criar este grande evento que há três décadas vem trazendo os jovens para mais perto de Deus. E que, com a graça de Deus, continuará trazendo.

 

*** Pe. Fabiano Glaeser dos Santos é da Paróquia São João, de Camaquã

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