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Serviço: jeito de ser cristão

Publicada em 19/06/2014

As Diretrizes Gerais para Ação Evangelizadora (DGAE-CNBB) nos mostram um itinerário pedagógico, a seguir: Serviço – Diálogo – Anúncio e Comunhão (Testemunho de Comunhão Eclesial). Todas essas etapas/exigências são essenciais para juntos como Igreja, colocarmos em prática o sonho do Papa Francisco expresso na sua primeira exortação apostólica – “Alegria do Evangelho”: “Sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem uma canal proporcionado mais à evangelização do mundo atual que à autopreservação... que a pastoral ordinária em todas as suas instâncias seja mais comunicativa e aberta, que coloque os agentes pastorais em atitude constante de “saída” e, assim, favoreça a resposta positiva de todos aqueles a quem Jesus oferece sua amizade.” (EG n. 27).

Assim quando presto um serviço ao irmão, abre a possibilidade de diálogo que é próprio daquele que se sentiu acolhido, resgatado, tocado, direcionando para um real anúncio, isto é, uma tomada de posição livre e consciente, intensificando os laços de comunhão que liberta e faz acontecer o encontro em comunidade, testemunhando o amor que une todos os que buscam o encontro com Jesus Cristo.

Desta forma, nós cristãos, somos convidados a viver plenamente o “exercício do tríplice múnus, recebido no batismo: Ministério da Palavra, da Liturgia (sacramentos) e da Caridade” (cf. DGAE 2011-2015, n. 129). Porém não podemos reduzir nossa presença comunitária de fé, à vivência, por vezes  passiva de nossas celebrações, grupos e/ou movimentos, que pode levar a uma ação para dentro, ao fechamento em si e não de uma Igreja em “saída”, para fora, em “estado permanente de missão”. Este serviço constitui uma expressão da “natureza íntima da Igreja”, assim como a proclamação da Palavra de Deus e a Celebração dos Sacramentos (DCD, 25).

Como nos é didaticamente proposto, a obra da ação evangelizadora começa com o SERVIÇO. Toda a comunidade cristã é chamada a colocar a sua multiplicidade de dons, de seus membros em comum, mas não através de métodos meramente assistencialistas, reguladores, mas através da nossa entrada inserida nas pastorais sociais da Igreja, nos movimentos que tenham por bandeira a dignidade da pessoa humana, a defesa dos pobres, a luta para transformar nossas difíceis e desiguais realidades em lugares de condições de vida digna, de justiça social, de paz e de solidariedade.

Jesus lembra aos seus discípulos que “aquele que quiser ser o primeiro, seja aquele que mais serve”. Possamos servir aos nossos irmãos, especialmente aqueles que não podem retribuir, com generosidade e amor desinteressado,  servindo como autênticos “servidores da vinha do Senhor”, vivendo o seu anuncio: “Ide por todo mundo, pregai o Evangelho, a toda criatura” (Mc 16,15). 

***Manoel Scheimann da Silva é seminarista em Gravataí

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