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O que temos a ver com a Família Scolari?

Publicada em 16/06/2014

Estamos em ambiente de Copa do Mundo. Não adianta mais ser a favor ou contra. Ela acontecerá no Brasil. Para muitos motivo de alegria, congraçamento e perspectiva de paz entre as nações. Para outros bons negócios. Para outros problemas a vista... Cada tem o seu olhar e interesse. Será possível tirar lições de tudo aquilo que o mundo vai viver? Vou tentar uma aproximação com o que o Papa Francisco chama de “pertença”. Já ouviu essa palavra? Pertença à Igreja.

A nação brasileira conhece a devoção particular do Felipão, treinador da seleção brasileira, por N.Sra. de Caravaggio. Ele não esconde isso. Também é do conhecimento de todos os brasileiros a expressão: “a família Scolari”. De repente no futebol, em plena Copa do Mundo, estão duas coisas que nos são muito queridas: a família e a religião. Inclusive na apresentação da seleção o técnico assim se expressou:

 “A fé faz diferença. Nós temos que ter fé e acreditar naquilo que queremos, pois há algo(Alguém) superior. Temos que acreditar e comungar desse pensamento, independente de religião. Acho que hoje é um dia especial pra mim. Dia 26, recebo meus jogadores e estou muito feliz por recebê-los, no dia de Nossa Senhora do Caravaggio”- declarou Felipão.

>> Pertencer <<

Na família, no lar, cada um se sente em casa. A casa é cuidada, limpa, organizada, tem vida, tem rotina. Na família Igreja deveríamos seguir o mesmo jeito de ser. Aliás, a Igreja deve ser extensão de nossas casas, deve ser verdadeiramente a nossa família. No documento “Comunidade de comunidades – uma nova paróquia”, da última Assembleia os bispos da CNBB, a Igreja é definida como casa da Palavra, casa do Pão e casa da Caridade. Assim lemos no documento: “A Igreja, família de Cristo, precisa acolher com amor todos os seus filhos sem esquecer todo ensinamento cristão sobre a família, é preciso usar de misericórdia. Muitos se afastaram e continuam se afastando de nossas comunidades porque se sentiram rejeitados, porque a primeira orientação que receberam era fundamentada em proibições e não em uma proposta de viver a fé em meio à dificuldade”.

O Papa Francisco na exortação Evangelli Gaudium chama isso de “pertença”. Talvez esteja aí um dos nós a ser abertos em nossa Igreja. Cada jovem deverá ser capaz de dizer: “eu pertenço a essa Igreja, a essa paróquia, ou melhor ainda, a essa comunidade.  Afirma o Papa: "a verdadeira fé no Filho de Deus feito carne é inseparável do dom de si mesmo, da pertença à comunidade, do serviço, da reconciliação com a carne dos outros”. (Evangelli Gaudium 88). Será que me sinto pertencente? Como vivemos e trabalhamos para os outros também passam sentir essa pertença? Sobre isso o Papa fala: “se uma parte do nosso povo batizado não sente a sua pertença à Igreja, isso deve-se também à existência de estruturas com clima pouco acolhedor nalgumas das nossas paróquias e comunidades, ou à atitude burocrática com que se dá resposta aos problemas, simples ou complexos, da vida dos nossos povos.” (EG 63)

O Papa nos pede uma conversão para uma efetiva pertença, afirmando:” Dentro do povo de Deus e nas diferentes comunidades, quantas guerras! No bairro, no local de trabalho, quantas guerras por invejas e ciúmes, mesmo entre cristãos! O mundanismo espiritual leva alguns cristãos a estar em guerra com outros cristãos que se interpõem na sua busca pelo poder, prestígio, prazer ou segurança econômica. Além disso, alguns deixam de viver uma adesão cordial à Igreja por alimentar um espírito de contenda. Mais do que pertencer à Igreja inteira, com a sua rica diversidade, pertencem a este ou àquele grupo que se sente diferente ou especial” (EG 98).

Importante é não caminhar sozinho, mas ter sempre em conta os irmãos. Ousemos um pouco mais no tomar a iniciativa!

*** Pe. Tarcísio Rech é assessor regional da Evangelização da Juventude

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