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Episcopado gaúcho deseja #FelizPáscoa na certeza da vitória em Jesus

Publicada em 21/04/2014

O Filho ressuscitou e com Ele toda a esperança da humanidade num mundo de paz, amor e justiça a caminho do Reino de Deus. Para falar do significado da Páscoa, data mais especial para os cristãos do mundo inteiro, quatro bispos do Regional Sul 3 da CNBB deixaram suas mensagens de uma abençoada festa pela alegria da Ressurreição de Jesus. Mais do que isso: cada um deles comentou as passagens litúrgicas que, em meio à vivência da Semana Santa, falam mais alto aos seus corações de ministros ordenados da Igreja edificada pelo Apóstolo Pedro − é sempre bom lembrar − a pedido do próprio Cristo Jesus e Salvador.

O apreço pela Cerimônia do Lava-pés ganha significado especial na trajetória de dom Paulo De Conto, pastor que é o primeiro bispo da Diocese de Montenegro. “Beijar os pés significa beijar a todos. Quando se olha para o rosto, se distingue as pessoas, se distingue um do outro. Uns são mais simpáticos, outros até podem ser rejeitados, e os pés todos se assemelham, os pés todos são iguais. E nunca se olha então para o rosto para distinguir um e outro, e sim se procura amar a todos”, relatou como gosta de reviver a liturgia da noite da Quinta-feira Santa.

“Muitos se apegam na morte. Muitos se apegam e permanecem na Sexta-feira Santa. Como nos diz São Paulo, se Cristo tivesse ficado na cruz, vã seria a nossa fé”, argumenta o vocacionado que tem 45 anos de caminhada sacerdotal, sendo 22 como prelado, inclusive nas Dioceses de São Luís de Cáceres (MT) e Criciúma (SC). Para dom Paulo fica a certeza: “a fé cristã está fundamenta na cruz, mas ela vai adiante e celebra a vida, a festa, a Ressurreição, a vitória de Cristo”.

Um dia para mudar-se a si mesmo e outro para o encontro

Já a Sexta-feira Santa do Martírio de Jesus Cristo tem singular conotação para o bispo de Caxias do Sul. Dom Alessandro Ruffinoni acredita no poder transformador dela. “Aquele dia de silêncio, de meditação, de procissão na rua, com Cristo morto, e a cerimônia da Adoração da Cruz são todos momentos muito bonitos que se, participados, celebrados com muita atenção, modificam a pessoa humana. Ajuda a melhorar”, salientou dom Alessandro. 

Com 44 anos de vida presbiteral e oito de serviço ao episcopado, o bispo da Diocese de Caxias do Sul revelou que o intenso cumprimento dos rituais católicos da Semana Santa, quando ele ainda era seminarista na Itália, tem impacto ainda hoje na sua vida de padre. “A gente não ia de férias. Até nós, como seminaristas, fazíamos a encenação da Paixão e convidávamos o povo a participar. Agora, também como bispo, celebro a Missa do Crisma na Quinta-feira Santa”, complementou a respeito da ocasião em que tem a felicidade de encontrar todo clero diocesano.

Tempo de introspecção frete ao barulho do mundo

Conforme analisa dom Irineu Gassen, bispo de Vacaria, a Semana Santa é a mais importante do ano porque “toca em nossas experiências de fé fundamentais e nos prepara a compreender seu duplo aspecto”. Religioso da Ordem dos Frades Menores, dom Irineu citou a ampla significação do ritual que o faz lembrar de todos os ensinamentos de São Francisco de Assis. “Na Quinta-feira Santa, com a Cerimônia do Lava-pés, o sentido de minoridade e serviço me falam mais alto”.

Prestes a completar seis anos de episcopado pela Diocese de Vacaria, o bispo elencou as razões para acreditar na preciosidade contida na Semana Santa rumo à Páscoa da redenção da humanidade. “É o tempo do recolhimento, da meditação. E acho sempre muito importante esses dias que a liturgia nos proporciona porque, hoje, nós estamos acostumados a um mundo de tanto barulho e de tanta gritaria. Até quando a gente vai numa festa, num casamento, dificilmente a gente consegue conversar com alguém porque a música que colocam é ensurdecedora. Então, a Sexta-feira Santa e o Sábado Santo continuam a manter esse aspecto do aprofundamento”, disse ele.

Páscoa plena de consciência e de renovação positiva

É o que defende o arcebispo metropolitano de Pelotas, dom Jacinto Bergmann. Conforme ele explica, o grande mistério da fé cristã, capaz de sustentar os discípulos de Jesus, é justamente viver a morte e a ressurreição do Cordeiro de Deus. “Morrermos para o pecado e ressuscitarmos para a graça. Isso é a nossa salvação. Não podemos perder nunca essa dimensão profunda: quem não faz essa vivência não torna a Semana Santa e muito menos o mistério pascal acontece na sua vida”, pontuou dom Jacinto, ordenado padre há 38 anos e bispo há 11.

O arcebispo de Pelotas desejou aos católicos a crença num sonho possível apenas a partir da Ressurreição gloriosa do Messias: “por que não sonhar com a força da Páscoa? Ainda o ódio dá lugar ao amor, a mentira dá lugar à verdade, a desonestidade dá lugar à justiça, o pecado dá lugar à graça, e a morte dá lugar à vida. Afinal, o Jesus de Nazaré é a Ressurreição e a vida. Nele está a definitiva vitória”. 

 

Fonte: CNBB Sul 3

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